Eis uma amostra da serra de Soajo, em fotos, aqui, no Flickr https://www.flickr.com/photos/132167204@N05/albums/
terça-feira, 12 de maio de 2026
Caminhando Sempre
Observando o Passado - as caminhadas do Ventor pelos trilhos dos milénios
No cabeçalho, o monumento Stonehenge que observa, século após século, a ingratidão da humanidade para com a nossa casa comum - o Planeta Azul.
Nem o crack dos cavaleiros, na Síria, resiste à malvadez de animais que se dizem homens
Tudo começou aqui, em Adrão, na serra de Soajo. No dia 06 de Janeiro de 1946, dia de inverno, aquecido pelos raios do meu amigo Apolo, o mundo recebia de braços abertos a chegada dum puto que veio a fazer as suas caminhadas pelos trilhos que o Senhor da Esfera lhe estendeu neste Planeta Azul.
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O tecto da Gruta de Altamira, onde mãos de milénios nos deixaram em pinturas estas belas mensagens visuais. O Ventor saiu das trevas ... para caminhar entre as estrelas. Ele sonha, caminhando, que as estrelas continuam a brilhar no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continua a ser belo e a fazer pinturas. |
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segunda-feira, 11 de maio de 2026
Formação do Império Otomano
| Pilantras 24.07.24
Meus amigos, o Ventor anda a sarnar-me a cabeça com coisas que nem lembra ao diabo.
Mas quem quer saber disto? Bem, eu vou tentar fazer-lhe a vontade! Ele atirou-me com um rabisco do Quico e disse-me: "desenvolve isto"! «Desenvolvo o quê»?
Sei lá, conta aí, a essa gente, o mais sinteticamente possível a formação do Império Otomano.
Chissa!!! Ele está maluco!
Vou ter que fazer uma caminhada em redor dos mares Cáspio e Aral para ver de que chão vieram os antepassados dos turcos e o mais sinteticamente possível.
Mar de Aral - à esquerda, mais antigo; à direita, mais moderno
O que terá levado aquela gente a embalar a trouxa e rumar para sul? Os rios Amu Dária e Syr Dária, alimentavam o mar de Aral de Sudeste para Noroeste, sensivelmente. Agora, cerca de 1.000-1200 anos depois, como podemos descobrir porque os ancestrais dos turcos acharam que o sul era melhor? Terão sido empurrados? Terão achado que mais cá para sul as praias eram melhores que as que o mar Aral oferecia e um dia os fatos de banho viriam a ser uma beleza?
Seja porque tivesse sido, o mar de Aral, também chamado mar das Ilhas, existiam nele cerca de 1500 ilhas, é hoje um mar quase morto, na bacia endorreica da Ásia Central.
Pois bem! Na formação do império Turco-Otomano, primeiro parece-me e acredito que estão os Oguzes que formaram um dos principais ramos dos povos turcos ou turcomanos, entre os séculos VIII e XI A.D. Nesta época, todos os povos pela Europa fora, Ásia Central e aquela parte que hoje chamamos de Oriente Médio, estavam em convulsão.
Entrada de Maomé II, o conquistador, em Constantinopla
Os Oguzes, abandonaram as suas estepes e começaram a migrar para sul do mar Cáspio em direcção da Ásia Ocidental e Europa Oriental e são considerados pelos experts que estudam a antiguidade dos ancestrais dos turcos modernos, como os turcos da Turquia, turcomanos do turcomenistão, azeris do Azerbeijão, qashcais das províncias iranianas de Fars, do Quzestão, e de Isfahan no sul. Turcos do Coração, espalhados por partes do Irão, do Tajiquistão, do Uzebequistão, do Afeganistão, do Turquemenistão e gagaúzas, povos da região da Moldávia e do Budjak no sudoeste ucraniano comunidade com cerca de 300.000 pessoas no mundo e que, em conjunto, são cerca de 10.000.000 de pessoas.
Mas há mais!
Os turcos Seljúcidas, um ramo dos Oguzes, migraram também para sul, desde o norte do mar Cáspio e do mar Aral e viviam junto dos Abássidas. Migraram para as regiões orientais da Anatólia, onde os Oguzes estabeleceram a sua pátria. Ali se organizaram e enfrentaram os bizantinos na batalha de Manziquerta, em 1071, algumas dezenas de quilómetros a norte do lago Van. Aí os turcos venceram e, após várias batalhas e guerras, tomaram Constantinopla, em 1453.
Muralhas de Constantinopla
Os Bizantinhos camiharam desde Constantinopla e os Seljúcidas desde Alepo.
O império Otomano, depois da tomada de Constantinopla, caminhou para oeste até às portas de Viena de Áustria e para noroeste conquistando os povos do Cáucaso, enfrentando os russos, várias vezes, a cujas guerras assistiremos mais adiante. Em cerca de 300 anos, os Otomanos tiveram 12 guerras com os russos.
Pronto! Mais sintético que isto, não posso! Vamos agora à formação do Império dos Czares russos.
Ventor pela Europa
| Pilantras 14.06.24
Numa colina, mais elevada, sobre as planícies de Salisbury, no centro sul da velha Inglaterra, estava o Ventor sentado sobre o seu cavalo branco, Antar, observando alguns movimentos estranhos dos habitantes locais, dirigidos por homens vestidos de branco.
Sobre o Antar, o Ventor observava atento o que se passava à sua volta e não entendia nada. Grandes aglomerados de homens se esforçavam a tentar mover algo gigantesco para as suas possibilidades. Mais afastado, num outro local, o Ventor observava uns pilares de pedras colocados na vertical, em circo e isso causava-lhe estranheza.
Em tempos passados, o Ventor tinha caminhado pela Atlântida que visitava e aproveitava para ferrar o seu cavalo Antar no seu amigo Mitonde, um velho ferreiro muito profissional que ferrava os cavalos da realeza. Juntos, sempre que podiam, o Ventor e o Mitonde caminhavam pela Europa, por onde se encontravam de vez em quando. Por vezes viajavam juntos e o Mitonde deixava o Ventor por aí e regressava à Atlântida, para resolver alguns problemas, regressando mais tarde , a essa ilha a que, no futuro, os homens viriam a chamar de Grã-Bretanha ou por algumas das estâncias mais desenvolvidas onde se desenrolavam as migrações de povos, normalmente, das estepes asiáticas para as planícies europeias.
Freyr e Gullinbursti, um deus nórdico
Antes da tal ilha, fazia algumas viagens pela Europa continental do centro e norte, por onde se encontrava com Freyr e o seu javali Gullinbursti, entre outros, e conversaram sobre a rudeza dos povos que então povoavam este lindo continente.
Entretanto, o Ventor foi assistindo às várias destrezas dos homens da época, quer na caça, quer na sua habilidade de colectar os frutos comestíveis da época e os velhos artistas de então que foram deixando por aqui e por ali, as imagens que nos deixaram pintadas nas rochas, dos tectos das grutas onde se abrigavam dos frios (como Altamira), comunicando assim, aos vindouros, como era o mundo do seu tempo.
Depois de uma caminhada nas margens daquele rio bonito a que vieram a chamar Tamisa, passou a subir colinas e esperar quase todos os dias que o nevoeiro sumisse esfarelado pelos raios luminosos e quentes do seu amigo Apolo.
Poseídon, deus dos oceanos
Entretanto, cavalgando nos nevoeiros esfarrapados, entre as colinas acinzentadas e foscas, ia observando, nas áreas envolventes, as actividades daquelas gentes e recordava aquela velha Atlântida tão civilizada e desenvolvida que Poseídon o Deus dos oceanos, todo invejoso, resolveu levar para junto de si.
Sutton Hoo
| Ventor 28.09.20
O elmo de Sutton Hoo
Uma réplica do capacete encontrado na necrópole inglesa de Sutton Hoo, no leste da Inglatera, junto ao Mar do Norte
Sutton Hoo é uma localidade do leste da Inglaterra, na zona de Suffolk. Em 1939 descobriram lá duas necrópoles do séc. VI e VIII. Uma dessas necrópoles era um barco funerário intacto que continha vários artefactos da arte anglo-saxónica, achado muito importante para se conseguir uma melhor investigação sobre a idade média. É um grande achado arqueológico no Reino Unido.
Encontraram vários túmulos e uma elevação maior onde deveria estar algo relevante e que, após escavações, encontraram um barco da época.
Este é o elmo encontrado no barco de Sutton Hoo
Os anglo-saxões habitaram a Grã-Bretanha desde o séc. V. Eram constituídos por tribos germânicas que migraram para a ilha a partir da Europa Continental, dos quais descenderam os saxões, frísios, jutos, anglos. Existiam por lá os bretões (celtas que, com mais ou menos lutas, se foram integrando com os invasores). O período anglo-saxão estende-se, historicamente, entre os anos 450 a 1060 ano em que foram conquistados por Guilherme da Normandia, após a batalha de Hastings. Como sabemos, a velha Inglaterra, foi um antro de lutas e guerras por toda a idade média, especialmente no caminhar da Alta Idade Média e na tentativa da formação dos seus vários reinos.
Há especialistas que acreditam que a necrópole do barco terá contido os restos mortais de Redualdo, rei da Ânglia Oriental, morto por volta de 624. As lendas do Rei Artur desenrolam-se por estas épocas da retirada dos romanos e das invasões dos povos anglo-saxões e as suas lutas são travadas contra os saxões invasores.
Atlântida
| Pilantras 20.07.20
Olá, amigos! Coisas do Quico. O Quico conheceu este atlante que se diz Mitonde e começou assim.
«Eu sou o Mitonde!
Para os que me conhecem, continuo a ser o Mitonde, para os que não me conhecem, eu vou dizer-vos quem sou.
Como Ignatius L. Donnelly's viu a Atlântida no seu livro, Atlantis: the Antediluvian World
Eu sou um atlante, amigo do Ventor! Amigo do Ventor, há milénios! E fui, sou ainda, amigo do Quico, o gato do Ventor, um gato que sabia tudo ou quase.
Nos velhos tempos que o Ventor fazia as suas sortidas pelo nosso Planeta Azul, encontrávamos-nos na Atlântida. Eu era ferreiro, na bela cidade dos ciclos e dos quadriláteros.
Um dia, o Ventor acompanhado pelo seu belo cavalo branco, o nosso amigo Antar, saltou do cavalo, prendeu-o numa ferradura colocada para o efeito, no lado direito da porta e ficou lá no centro da entrada a ver-me maltratar o ferro que iria dar ferraduras. Assim já ficam a saber que a minha especialidade era malhar no ferro|
Eu fazia tudo para manter os belos cavalos da Atlântida bem ferrados e, quando se tratava do nosso belo Antar, esmerava-me!
Nós, na Atlântida, o povo da Atlântida, éramos um povo feliz. Haviam muitas tascas, onde comíamos, jogávamos e contávamos histórias uns aos outros.
Um dia, depois de ter o Antar ferrado e de almoçarmos, numa dessas tascas de madeira, as tascas do povo, despedimos-nos, até uma próxima. Porém o Ventor não voltou tão depressa!
Alguns anos depois, apareceu o Ventor e, ao encarar com a bela Atlântida, ficou muito triste.
As tascas onde o Ventor comia, a minha serralharia, os palácios reais, tudo estava destruído. Foi uma tormenta para todos os atlantes e, também para o Ventor. Tudo estava arrasado! Houve gente, atlantes, que conseguiram entrar nos navios e espalharam-se pelo Planeta Azul, em todas as direcções. Foram-se instalando por onde puderam.
A Atlântida foi submergindo
Tal como os gregos, os troianos e, muitos outros povos que o mundo foi conhecendo, os atlantes também tinham várias colónias. Elas situavam-se em vários pontos do planeta e receberam os atlantes que conseguiram resistir à destruição. Os atlantes que conseguiram partir foram recebidos em muitos desses locais como irmãos. A Atlântida tinha colónias subaquáticas que julgo terem sido todas destruídas. Tal como uma catástrofe que surgisse hoje, os meios de comunicação também desapareceram e a informação era escassa ou mesmo nula.
Hercules, o homem que caminhou pelo estreito de Gibraltar
Para já, e esse era um problema do Quico, que não percebeu bem as coisas que o Ventor contava dos atlantes, tenho de vos dizer o seguinte: não olhem para os atlantes como um povo que nasceu, viveu e morreu. Todos nós, todos vós, somos atlantes! As cidades antigas que pululam por aí, escondidas sob a terra ou sob o mar e outras como Atenas, Esparta, Tróia e povos como os Egípcios, Sumérios, Incas, Aztecas, etç., são Atlantes! O Fulcro central da Atlântida, sumiu do mapa, desapareceu, submergiu mas, os atlantes continuam por aí! Hoje algumas das nossas cidades estão submersas, desde então, outras foram submergindo, lentamente.
Outras cidades como Tróia (apenas, por exemplo), e tantas outras, quase atingiram o esplendor da Atântida, foram os milénios, os séculos, as catástrofes naturais, as guerras que as foram eliminando, total ou parcialmente.
Esqueçam a confusão de informações que atropelam a actual humanidade. Esqueçam os timings que os especialistas, à deriva, vos dão, quanto à existência do homem neste Planeta Azul. É uma confusão de guerras, de catástrofes, ... esqueçam! A humanidade anda por aqui há muitos mas mesmo muitos milhares de anos. Eu ainda tentei ter acesso aos velhos computadores da Atlântida, situados numa das colónias subaquáticas, mas não consegui. Tudo que era essencial, acabou! As novas civilizações que foram aparecendo ficaram muito limitadas e, só com o tempo, muito tempo, foram adquirindo um progresso que nada tinha a ver com o meu povo e progrediam, ano após ano mas, por guerras incríveis, foram-se destruindo permanentemente ... o meu espírito só está aqui porque o Ventor e o Quico me pediram!
Continuarei por aqui»!
O Quico pediu ao Mitonde para lhe falar da Atlântida e ele falou para o Quico e para o mundo. Eu, o vosso amigo Pilantras uso os rascunhos do Quico e coloco aqui na Grande Caminhada.
O Ventor, o Gnomo e os Suevos
| Ventor 13.07.20
Encontro no Muranho
Um dia, muitos anos para trás, caminhava eu pelas minhas Montanhas Lindas dirigindo-me à Pedrada, o monte mais alto da serra de Soajo. Aquele monte que muitos identificam como Outeiro Maior.
Estava muito calor e a aragem, na prática, não existia. Saí de Adrão, em passo estugado, dirigi-me serra acima, bebi água na fonte da Naia e continuei até à nascente do Muranho. Aí reparei que da terra brotava pouca água. Limpei a nascente com um esgaravato de urze, e ao verificar que a água já saía limpa, cortei uns raminhos de urze e umas folhas de fetos e coloquei-os sobre a água que brotava da terra a fazer de filtro. A sede era muita e bebi bastante água.
A nascente do Muranho. Aqui nasce, para mim, a melhor água do mundo
Eu tinha almoçado uma feijoada (ir à terra em pleno verão, quem gosta de feijoada não perdoa) e, não tendo nada para fazer, pensei subir à Pedrada, apesar do calor. Porém, como não havia quase aragem nenhuma e a velocidade imprimida à caminhada, depois de beber toda aquela água no Muranho, saí das urzes que envolvem a nascente e, no topo do poulo, havia uma bela sombra proporcionada pelas urzes bem ramificadas.
Ora! Vou à Pedrada mais logo, quando estiver mais fresco. Deitei-me no poulo na frescura da sombra e adormeci.
Algum tempo depois de pegar no sono, comecei a sonhar!
Estava virado para os cortelhos do Muranho e, durante o sonho, vi um gnomo sentado sobre o cortelho maior, o nosso palácio. Começou a acenar com o braço a chamar-me que me queria falar sobre a história da minha gente. Esse gnomo estava sentado no topo do cortelho e vestia-se parecido com o Guilherme Tell com um chapéu verde enfeitado com penachos na cabeça mas uma figura minorca. Chamava-me com o braço para me juntar a ele mas eu não queria saber, queria era dormir. No entanto perguntei-lhe: “quem és tu, pá”? «Eu sou um suevo”!
“Então! E que tenho eu a ver com isso”? «Tu? Tu também és descendente de suevos»! “Pois! Está bem! Mas que tenho eu a ver com isso”?
Diz o gnomo já um pouco exaltado: «não tens nada a ver com isso. A não ser, seres descendente de suevos»!
«Andas a estudar a história da tua gente mas, por muito que estudes, nunca saberás o que sofreram com a chegada dos romanos, a gente que habitava estes montes. Tu só te deves preocupar com a nossa chegada porque és um descendente nosso. Mas eu posso contar-te o que os romanos fizeram antes de nós cá chegarmos».
«Vou começar como tu gostavas de ouvir quando eras pequeno. Era assim que começavam todas as histórias. Era uma vez ....
O Poulo do Muranho e os seus cortelhos. No centro, uma rainha da montanha
Era uma vez, muitos anos atrás, que vários povos habitavam a Península Ibérica. Mas eu também não sei tudo Ventor! Não sei tudo porque este mundo é muito confuso! Não sei, por exemplo, quem foram os primeiros povos que habitaram a Península Ibérica. Todos sabemos que, dos primeiros mais conhecidos, estavam os celtas e os ibéricos mas já cá haviam outras gentes. Não vale a pena falar deles porque a sua expressão histórica é insignificante. Quanto aos celtas e iberos sim, já têm expressão. Os celtas ocupavam a Europa Ocidental e, quanto aos ibéricos, poderão ter vindo da Ibéria, um reino que existiu para os lados dos Cárpatos. Mas passemos por cima disso. A junção desses povos deu origem aos celtibéricos. Depois chegaram os gregos e os fenícios que abriram feitorias, chamemos-lhe assim e, mais ou menos, conviveram pacificamente com os povos que ocupavam a Península. Com o tempo a colónia fenícia de Cartago começou a abotoar-se com os centros fenícios da península porque estavam instalados no norte de África e o acesso à península tornou-se mais célere. Como sabes, Cartago era uma colónia Fenícia.
Com o tempo, os romanos e os cartagineses entraram em confronto devido à tentação de, entre outros assuntos, tentarem dominar o mar Mediterrâneo. Após várias guerras, as chamadas guerras púnicas, foram os romanos que saíram vencedores e passaram a dominar o Mediterrâneo, a que chamaram «Mar Nostrum».
Entretanto, os romanos apoderaram-se de tudo o que era cartaginês e, como tinham mais olhos que barriga, foram-se apoderando de toda a Península mas levaram cerca de 200 anos para a conquistar. Foi obra! Aplicaram nessa conquista os seus melhores generais, cônsules e até o imperador Augusto teve de cá vir porque entendeu que a coisa estava cada vez mais preta.
Mas houve uma fase que interviu na Península Ibérica um general Cônsul chamado Bruto ... qualquer coisa Bruto. Um tal que foi avô de outro Bruto, o tal que deu a última facada a Julius César no senado romano.
Quando esse Bruto apareceu, seguiu rumo até Olisipo (a Lisboa de hoje) e de Lisboa dirigiu-se para norte. De Lisboa até a actual Braga, ele destruiu e matou tudo o que encontrava pelo caminho. Chegado a Braga travou várias escaramuças com tribos locais, entre elas os Brácaros. Era um povo muito aguerrido e as próprias mulheres lutavam ao lado dos maridos porque preferiam morrer a combater os romanos do que serem escravas deles.
Os galegos, mais a norte, preparavam-se para vir em socorro dos seus vizinhos brácaros e outros e esse tal Bruto, depois de derrotar os brácaros, dirigiu-se para norte para dar luta aos galegos. É aí que entra a história do rio Lete, o actual rio Lima que tu gostarias de saber ao certo. Quando Bruto e os seus homens chegaram ao rio Lete, estes recusaram-se a atravessa-lo. Disseram que era o rio do esquecimento que havia no inferno e não iriam para o outro lado onde perderiam a memória. Bruto atravessou o rio calmamente e os seus homens ficaram na margem esquerda. Depois de chegar à margem direita, no lado norte, Bruto começou a chamar os seus homens pelos seus nomes e eles, verificando que o seu comandante não perdeu a memória, afoitaram-se a atravessar o rio também.
Olha bem para este mapa Ventor e não te esqueças do que te vou contar sobre ele
Assim, Ventor, não precisas de investigar mais de onde partiu Brutus para atravessar o rio Lete. Não, não foi de León ou outra qualquer regiões da Espanha. Foi de Braga! Atravessado o rio seguiram rumo à Galiza onde enfrentaram a ajuda que se ia dirigir para sul auxiliar os brácaros e os romanos derrotaram uma força de 60.000 homens que os galegos tinham juntado. Juntado, digo bem, porque esses 60.000 homens não tinham nada a ver com as legiões romanas. Era apenas um aglomerado de homens que se juntaram para dar luta aos romanos que odiavam mas não tinham organização militar. As gentes da península, como lusitanos e outros lutaram que nem heróis mas faltava-lhe a organização das coortes romanas.
Assim, esse tal Bruto, acabou por conquistar a Galiza, a Galécia romana, tomando esse Cônsul romano, todo pimpão, o nome de Galaico por esse motivo. Já agora é melhor ficares a saber o seu nome completo, Chamava-se Décimo Júnio Bruto e, claro, o Galaico.
Mesmo assim, a Península ainda não estava conquistada. As hostes indígenas usavam a técnica do bate-foge que tu conheces bem e faziam a vida negra aos romanos, constantemente. Eram os homens dos castros. Havia bastantes pela península fora, especialmente no norte de Portugal e Galiza.
Um dia que voltes cá, Ventor, eu falar-te-ei do meu povo, afinal do teu, os Suevos. Viemos das zonas germânicas empurrados por outros e construimos um reino que vigorou cerca de 150 anos por estas terras maravilhosas e com a capital em Braga. Pelo menos os romanos também tiveram o que mereceram».
Entretanto acordei procurando com os olhos esse hominho mal enjorcado que já não estava em lado nenhum, nem nos cortelhos nem no poulo. Acordei e fiquei sozinho!
Sendo verdade o que ele me contou, o Bruto, terá atravessado o rio Lima em direcção aos meus lados, pela zona da Pedrada. Até porque muitos dos seus legionários, segundo o gnomo, teriam visto o mar pela primeira vez nas costas do Minho, onde ficaram embasbacados com a beleza que o meu amigo Apolo lhes proporcionou ao deitar-se nos lençóis de Neptuno.
Mas quem festeja a travessia do rio Lima pelo Décimo Júnio Bruto são os galegos de Xinzo numa tal «festa do esquecimento».
Santa Sofia, em Istambul
| Ventor 01.07.20
Vou tentar resumir aqui o essencial do edifício de Santa Sofia, em Istambul, mandada construir pelo imperador do oriente, justiniano I, essa obra prima da arquitectura (onde dizem que trabalharam cerca de 10.000 pessoas) e, durante muitos séculos, foi catedral, mesquita e hoje é um museu graças à intervenção revolucionária do primeiro presidente da República da Turquia, Kemal Ataturk.
Santa Sofia, em Istambul, vista do lado do estreito de Bósforos
A basílica de Santa Sofia ou Hagia Sofia foi construída entre 532 e 537 D.C. pelo Império Bizantino para ser a catedral da então Constantinopla, hoje Istambul, na parte europeia da Turquia. A igreja de Santa Sofia, cumpriu a sua função de catedral entre 537 e 1453, altura em que os muçulmanos conquistaram Constantinopla e a transformaram em mesquita. Aqui temos de fazer uma excepção de 57 anos, entre 1204 e 1261, quando foi convertida em catedral católica romana durante o Patriarcado Latino de Constantinopla, quando a capital imperial foi saqueada pela Quarta Cruzada.
Após a conquista de Constantinopla pelos turcos seldjúcidas, em 1453, comandados pelo sultão Maomed II, o Conquistador, a catedral de Santa Sofia foi transformada em mesquita até 1931, quando foi secularizada por Ataturk, tendo reaberto como um museu em 1935. Esta igreja, na sua construção foi dedicada ao Logos, Deus Filho na Santíssima Trindade (credo calcedoniano) - a segunda pessoa.
Sofia, em grego, significa sabedoria e o seu nome completo é: "Igreja da Santa Sabedoria de Deus". Também dizem os especialistas que Santa Sofia foi durante cerca de 1.000 anos a maior catedral do mundo, até aparecer a catedral de Sevilha em 1520. Hoje está em quarto lugar, depois da Basílica de S. Pedro, no Vaticano, da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil e da catedral de Sevilha.
Igreja de Santa Sofia vista por trás
A igreja de Santa Sofia foi a terceira igreja a ocupar o mesmo local. As anteriores foram destruídas por revoltas civis. Esta igreja foi projectada por Isidoro de Mileto (médico) e Antêmio de Trates (matemático e foi centro da igreja ortodoxa por quase mil anos. Foi ali que se deu o Grande Cisma do Oriente, quando o Cardeal Humberto, em 1054, excomungou o patriarca Miguel I Carulírio e ainda hoje continua.
Mahoemed II mandou remover os sinos, o altar, a iconóstase e os vasos sagrados e mandou cobrir com gesso alguns dos mosaicos que só vieram a ser restaurados entre 1931 e 1935. O mirabe, o mimbar e os quatro minaretes foram construidos durante o período muçulmano.
Este belo monumento conhecido, ainda hoje, como igreja de Santa Sofia, apesar de ser um museu, tem sido recuperado pela Unesco que tem feito a sua manutenção. Santa Sofia serviu por cerca de 500 anos como modelo de algumas mesquitas muçulmanas.
Talvez volte a dizer mais qualquer coisa, por aqui, sobre Santa Sofia, esta bela amiga do Ventor.
O Mar Salgado
| Pilantras 23.05.20
Houve alguém que choramingou o mar salgado.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Disse-me o Ventor que foi o Fernando Pessoa. Foi mesmo! Mas se as nossas lágrimas, conseguiram salgar o mar, apesar dos mares por onde andamos, serem muito maiores, há ainda um mar mais salgado. Tem carradas de sal e nem os peixes lá ficaram. Depois de ler algumas coisas, concluí que os judeus choraram tanto ... mais que nós?
As lágrimas das gentes de Israel, devem ter ficado quase todas pelo mar Morto. Agora me recordo que o Quico tinha algo por aqui sobre os mares. Ele dizia que foram os portugueses que descobriram novos mares, tornearam a África, brincaram às escondidas com os muçulmanos da África Oriental e com os índios, mas os da Índia! Passearam-se pelas costas brasileiras ... se nessa altura houvesse no Brasil um Bolsonaro, aposto que teria recebido os portugueses com um buço, ... nah, como é que se chama? Uma máscara, como a que o Ventor usa. Limitar-se-ia a dizer que era para não morder aqueles portadores de vírus todos armadilhados.
Mas voltando ao mar Morto. Esse é que é mesmo morto. Se calhar afogou em lágrimas.
Mar da Galileia, o de cima
Então, cá temos um mapa do mar da Galileia (aquele onde Cristo e os seus apóstolos pescavam, lembram-se?) e cá mais em baixo o mar Morto. Como é evidente têm o nome de mares mas não passam de uns laguinhos. Uns laguinhos que tinham como objectivo ir espreitar os oceanos por baixo mas tiveram de desistir. Apesar de tudo nunca mais lá chegam!
O mar Morto, segundo especialistas, daqueles que eu costumo chamar "experts" começou a ser monitorizado em 1930 e tinha, então, um comprimento de 80 km por 18 km de largura e cerca de 1000 km2. Actualmente tem cerca de 50 pelos mesmos 18 km e cerca de 600Km2. Israel e a Jordânia estão a pensar levar água do mar Vermelho para o mar Morto mas é necessário ter em conta as complicações ambientais.
Este "mar" encontra-se metido num deserto rochoso, com rochas cheias de sais e é banhado por costas jordanas, israelitas e da Cisjordânia. Ali só resistem algumas arquibactéria e algas. Peixe que se atreva a descer o rio Jordão e entrar no mar morto, morre imediatamente. O sal das suas águas é 10 vezes superior aos outros mares.
Já ouvimos falar dos manuscritos do mar Morto, centenas de textos completos ou não levados a cabo por judeus que, noutros tempos, viveram em cavernas viradas para o mar Morto ou na cidade de Qumran.
Ruínas da cidade de Qumran
Como devem imaginar, não será um simples gato que vos vai falar de tudo relacionado com o mar Morto, mas pode fazer umas faíscas para iniciarem a procura. Também não vou falar aqui dos manuscritos do mar Morto pois, que eu saiba, ainda não foram traduzidos para linguagem de gato. Mas fico a pensar nos tubos "pipe-lines" de água que matarão a sede ao mar Morto.
Taj Mahal - Amor de Pedra Feito
| Ventor 22.05.20
Uma das 7 Maravilhas!
Hoje vou falar aqui de campainhas que tocam, que fazem trim-trim, no meu cérebro.
Há palavras que, quando ouvidas, soam como o trim-trim de uma campainha. Por exemplo: Ormuz ou, se preferirem, o Estreito de Ormuz..
?
Mapa do Estreito de Ormuz, tirado da Wikipédia
Desde criança que Ormuz é, na minha cabeça, algo de especial. Esta palavra faz referência ao nosso antigo "Império das Índias". Com Ormuz, acompanhando Ormuz, tenho muitas outras, como Cochim, Bombaim, Calcutá, Goa e sei lá quantas mais! Outra palavra que tem uma sonoridade especial e que não tem referência como um nome histórico, é cambraia! Cambraia, vejam lá! Ela faz parte da nossa globalização.
Mas vou voltar a Ormuz. Ormuz é aquele famoso estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico, mas para mim, essa palavra é um fenómeno total. Portugal, um país pequeno já foi tão grande, já travou tantas batalhas por esse mundo fora e pode também mostrar a sua grandeza pelas batalhas travadas pelo controlo de Ormuz.
Por pouco ou muito tempo, nós já fomos senhores do Estreito de Ormuz! E imaginem só que, nessa altura, ninguém ligava ao petróleo. Calculem como seria, na época, se nós lutássemos por Ormuz, por causa do petróleo, se travássemos essa luta por uma estratégia que visasse o domínio dos poços do petróleo, ou das rotas do petróleo. Seria espectacular!
Mas não. A nossa luta era uma luta de fèzadas! Tínhamos a fèzada de dominar a rota das especiarias, terminar com os trilhos das caravanas que atravessavam os desertos, via Samarcanda e rebentar com o domínio Otomano! No fundo, no fundo, a nossa guerra era pela fé e pelas especiarias. Derrotando o domínio Otomano e dos seus aliados, no Estreito de Ormuz, nós mostrávamos aos Otomanos que tínhamos um ou vários desígnios. Acabar com a corrida das sandálias pelos caminhos de Samarcanda, estarmos frente aos inimigos de séculos, no seu seio, quer no domínio religioso, quer no domínio económico, quer no domínio estratégico. Isto tudo para bem da fé cristã, para bem de Portugal, para bem da Europa e também, mesmo que não pensássemos nisso, pela globalização!
Conseguimos fazer o chá entrar na Corte de sua majestade Britânica com outra celeridade e sem a necessidade da intermediação directa ou indirecta dos otomanos. Depois foi o diabo. Tudo por causa de uma coroa! Os inimigos de Espanha passaram a ser os inimigos de Portugal. Os inimigos europeus de Espanha e portanto de Portugal, aliaram-se, pelos lados da Índia, aos inimigos de Portugal, aos persas, aos otomanos, a príncipes, a "rajahs" ... talvez fresquinhos! Mas tudo acabou.
Hoje somos pacíficos! Não temos estratégias para os estreitos de Ormuz, de Malaca, de Adem, ou outros e, na prática, não temos inimigos. Mostramos ao mundo que continuamos a ser Portugal. Tentámos seguir as Nações Unidas a impor a sua paz podre por esse mundo fora e vejam lá, até anunciamos ao mundo quais são as suas belezas!
Para já eu vou pegar numa dessas belezas que vai passar a ser uma campainha mais acentuada, uma vez que ela já o era..
Taj Mahal, em Accra, India
Quando decorria a escolha para as novas 7 Maravilhas do Mundo, eu pensava em várias Maravilhas que existem nos domínios estratégicos que dominam e cercam o Estreito de Ormuz. Caminhava pelo Decão, em sonhos, e topava com aquela beleza burilada de pedra de mármore branco a que um dia, um amigo meu, chamou «Amor de Pedra Feito"! Uma obra edificada em nome do amor e pelo amor.
É também em nome do amor que eu dedico este post ao Estreito de Ormuz caminhando pelo Taj Mahal. Se dependesse de mim, faria tudo para que as civilizações, ocidental e oriental, transformassem o Estreito de Ormuz, no Estreito do Amor! E votava nele como uma das futuras belezas naturais da Humanidade!
Mumtaz Mahalit a esposa do imperador Shah Jahan
Agora falando do Mausoléu, Taj Mahal, pois é de um Mausoléu que se trata, como uma das 7 Maravilhas do Mundo, para os menos atentos, é bom relembrar que fica lá para o Norte da Índia, na cidade de Agra e que a sua construção foi levada a cabo por uma força operária de cerca de 22.000 homens que vieram de várias cidade orientais trabalhar neste soberbo monumento.
Foi o Imperador Shah Jahan que o mandou construir em memória da sua esposa favorita, Aryumand Bonu Begam, a quem chamava a Mumtaz Mahal, a «Jóia do Palácio». Ela morreu a dar à luz o seu 14º filho! Por isso, pelo amor que lhe tinha e pela sua morte precoce, Shah Jalan, mandou construir o Taj Mahal como o seu Mausoléu sobre o seu túmulo, junto ao rio Iamuna (o 2º rio sagrado dos índios, depois do rio Ganges, e que dá de beber a mais de 50 milhões de indianos).
O Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. O Taj Mahal foi incrustado com pedras semi-preciosas como o lápis-lazúli, entre outras. A sua cúpula foi costurada com fios de ouro. O seu corpo principal é constituído por duas mesquitas e quatro minaretes e podemos considera-lo uma obra fabulosa, lindíssima e digna de ser dignificada como uma das 7 Maravilhas do nosso Mundo.
Diz-se que Shah Jahan terá pretendido fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original, na margem oposta do rio Iamuna, todo em mármore preto, mas esta obra ter-se-á gorado devido a ter sido deposto por um dos seus filhos, antes das obras serem iniciadas.
Apesar de tão grande opulência, o Taj Mahal é, na verdade, um gigantesco Mausoléu e não um palácio como normalmente se julga. Conta a lenda que, depois de terminados os trabalhos, os artesãos tiveram as suas mãos decepadas para impedir que pudessem fazer alguma reprodução. A ser verdade, isto será uma grande nódoa na beleza do Taj Mahal!
Mas relembremos que as belezas do mundo foram levadas a cabo porque o homem sonha e como devem calcular, sonhar não é pecado. Imaginem que o Shah Jahan levava a cabo o seu sonho de construir uma réplica de pedra mármore preta, no lado oposto do rio? Bem, se olharem com olhos de ver a grandiosidade do Taj Mahal branco de um lado do rio e outro Taj Mahal preto, na outra margem, imaginem o espectáculo que seria observar aquelas duas obras, integradas como se fossem uma só a abraçar o rio Iamuna. O rio Iamuna passa por trás do Taj Mahal. Dá para imaginar?
A Torre de Babel
O Ventor falou-me da Torre de Babel. Disse-me que o Senhor da Esfera, tramou a malta que sobreviveu ao dilúvio, com o tempo, formou vários grupos e que entenderam chegar ao céu mas não sabia como. Por isso, construíram um zigurate (torre) muito alto, tanto quanto puderam e iam colocando sempre mais tijolos e mais, e mais, e ... mais!
Torre de Babel
Essa malta falava toda a mesma língua e entendiam-se muito bem. Mas o Senhor da Esfera achou-os parvos e decidiu trama-los. «Com que então querem chegar muito alto, não é? Querem vir até mim»!? O Senhor da Esfera achou que arranjaria uma maneira de chatear aquela gente e parecia ao Ventor que Ele já estava arrependido de ter ordenado ao Noé, para construir a barcaça. Arranjou maneira de eles não se entenderem. Começaram a mandar vir uns com os outros e houve um que, como não os entendia e verificou que também não o entendiam, disse aos seus homens para mandarem a torre às malvas e saíssem dali. Cada grupo foi à sua vida e, preferencialmente, para longe da torre.
Por causa da mania da construção da Torre de Babel, ainda hoje o Ventor anda chateado. Ele levantou-se e quando estava a comer o pequeno almoço ligou o ipad, como sempre faz, para ouvir as notícias na TV. Todos sabem tudo sobre o Covid-19 mas, ao fim e ao cabo, ninguém sabe nada. São russos, são americanos, são chineses, são alemães, ingleses, japonesas, portugueses e por aí fora. Vê lá Pilantras que, diz-me o Ventor, até os cães da vizinhança falam sobre o Covid-19!
Diz que está farto de tanta teoria na perseguição a esse malvado vírus. Ele desligou o ipad e disse: "dêem-me uma fisga decente e eu mato esse gajo com uma só pedra (não preciso do meu arco)"! Se a fisga entra cá em casa estou lixado. Só espero que ele não a vire contra mim. Já não se pode falar do Covid-19 ao pé dele.
Isto está a ficar mau! Ainda ontem estava um cão no meio da avenida a dizer para outro: «morde o gajo, pá"! «Qual gajo»? "Essa coisinha minúscula que está a passar por ti". O outro que não via coisinha nenhuma, disse: «estou feito contigo, até pareces o meu dono. Já vê o vírus em todo lado»! Chiça!!!

























