segunda-feira, 11 de maio de 2026

Oumuamua ... mensageiro

| Pilantras 13.12.17

O olho de Deus

O Ventor estava à varanda à procura de coisas por entre as nuvens. Depois virou-se para mim e disse: «tu não viste mas eu vi»! "Viste o quê, perguntei eu"?

«Vi o olho de Deus! Vem que eu mostro-te»!

O Ventor disse-me que esta nebulosa é o olho de Deus. Se assim é, Deus tem olhos azuis!

Mas o Ventor não andava à procura do olho de Deus. Ele andava à procura do Oumuamua. Ele aí está! Foi detectado a 0,20 UA (cerca de 30.000.000 Km), em 19 de Outubro de 2017, no dia em que o Ventor e a minha Dona faziam anos da sua união perante Deus, o nosso Senhor da Esfera e olhem que a esfera é mesmo muito grande e o Senhor da Esfera precisa de ter olhos muito grandes e de preferência azuis para observar tudo à sua volta.

Oumuamua

By Original: ESO/M. KornmesserDerivative: nagualdesign - Derivative of https://www.eso.org/public/images/eso1737a/, shortened (65%) and reddened and darkened, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=64730303

Este objecto, na foto em cima, é um asteróide interstelar que, no princípio, os cientistas julgavam tratar-se de um cometa e foi identificado como tal mas, posteriormente, concluíram que era um corpo interestelar, o primeiro corpo vindo do espaço exterior ao nosso sistema solar. Daí estar a ser submetido a grandes estudos para verificar se ele é mesmo um mensageiro de vidas ou tecnologias alienígenas.

Sim, mensageiro, porque o nome Oumuamua, é na língua do Havai um «mensageiro de longe que chega primeiro» e ele vem de muito longe e é o primeiro a chegar. Sinais de Vida?

Espero que isto não fique por aqui. Se houver novidades eu conto aos mais desatentos

A Cruz dos Anjos


A Cruz dos Anjos, encontra-se na Câmara Santa da Catedral de S. Salvador, em Oviedo.

Esta Cruz tem uma lenda: esta que o Ventor contou ao Quico e agora a mim. Pelos milénios, o Ventor tem visto cada coisa!

Um dia. caminhava o Ventor por terras das Astúrias, corria o ano de oitocentos e qualquer coisa. Ia fazer uma visita ao, então, Rei das Astúrias, D. Afonso II, o Casto. O Ventor tinha viajado no seu velho cavalo Antar, desde Córdoba e sabendo numa tasca de Canga de Onis que Afonso II se tinha deslocado a França. para fazer uma visita a Carlos Magno, pensou dar uma olhada sobre as Montanhas da Cantábria e estudar a barreira natural por elas formadas para continuarem a obstacular as investidas sarracenas.

D. Afonso II, o Casto, tinha mudado a capital do reino para Oviedo e o Ventor sabia que D. Afonso II, queria uma Catedral em Oviedo e, com os seus arquitectos, planearam a arquitectura dessa catedral. Porém era bom que se aproveitassem as construções existentes, então, como a cripta de Santa Leocádia.

A Cripta de Santa Leocádia, dentro da catedral de S. Salvador de Oviedo

A construção da Catedral de Oviedo, levou cerca de três séculos.

Catedral de Oviedo tirada da wikipédia

Mas voltando à Cruz dos Anjos.

Quando D. Afonso II, o Casto, regressou de França de uma das suas visitas a Carlos Magno, vinha a pensar, como poderia fazer uma cruz para a sua futura nova Catedral, que ficasse como uma obra de referência para a posteridade. Ele sabia que a Cruz da Vitória que o nosso amigo Pelágio tinha usado na batalha de Covadonga tinha sido feita de carvalho e pensava que as Astúrias mereciam uma cruz que mostrasse ao mundo a sua grandeza, em Arte e em Fé.

Afonso II, o Casto, caminhava, lado a lado, com o Ventor, à sombra das árvores de um bosque, onde predominavam carvalhos, castanheiros e amieiros, desceram das montadas, sentaram-se numa pedra e, Afonso II disse ao Ventor, o que pensava fazer. Disse que a Cruz onde Cristo morreu, merecia uma nobre representação de ouro e pedras preciosas e seria essa cruz que devia representar a grandeza religiosa das Astúrias. Junto deles, por trás de umas rochas, acabavam de acordar dois peregrinos que ouviram parte da conversa e sabiam tratar-se de uma cruz com ouro e jóias. Dirigiram-se a D. Afonso II e ao Ventor e viram que se tratava do rei, fizeram a sua reverência e disseram ser artesãos com capacidade artística para fazer esse trabalho.

D. Afonso II olhou o Ventor que encolheu os ombros e sorriu. O rei observou os peregrinos e disse-lhes: "venham connosco e vamos tratar do assunto"! Seguiram e o rei, depois de muito pensar, fez o que os peregrinos lhe pediram. Um local isolado para trabalhar, a madeira, o ouro e as jóias e não queriam ser incomodados por ninguém, enquanto executassem a obra.

O rei estava sempre a mandar os seus assistentes para verem o andamento dos trabalhos mas o local mantinha-se fechado. Por fim, julgando que tinha caído no conto do vigário, decidiu ir lá, não tivesse sido vigarizado por peregrinos ladrões. Ao chegar, verificou que a porta do local resplandecia luz e a cruz estava pronta tal como tinha sido combinado. Ao lado da Cruz estavam as roupas dos peregrinos. Os peregrinos tinham sido anjos e D. Afonso II, o Casto, mandou fazer dois anjos de ouro para ficarem sempre ao lado da Cruz. Foi esta segundo pensam os especialistas, a primeira obra de ouro e pedras preciosas realizada nas Astúrias.

As Ruinas de Palmira

 | Ventor 30.03.16

Palmira, na Síria é uma cidade antiga que terá nascido durante o neolítico e, segundo rezam os arautos essa cidade era, em tempos, aquilo a que eu me atrevo a chamar uma espécie de entreposto das caravanas da seda. Uma espécie de mala-posta da seda. As caravanas da seda atravessavam toda a Ásia, desde a China e, tinham de atravessar todo o deserto sírio, até esse oásis, que deu lugar a Palmira, ou Tadmor e onde homens e camelos matavam a sede, saídos desse inferno sírio de areia e estepes.

Mapa da Rota da seda. Foto tirada da Wikipédia de autoria de Shizhao. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license

Os assírios já referenciaram Palmira no início do II milénio antes de Cristo. Posteriormente, com guerras e antiguerras, o oásis de Palmira começou a brotar tudo para crescer como uma cidade e tornar-se num império.

Primeiro fez parte do Império Selêucida, um império que surgiu de um dos retalhos originados pela divisão do Império do meu amigo Alexandre Magno. Posteriormente, como não podia deixar de ser, foi integrada no Império Romano que avassalou toda a área em volta do Mediterrâneo.

Odenato foi rei e imperador. Era de descendência árabe e entrou em guerra com os sassânidas persas. Ficou entrincheirado entre os sassânidas persas e os romanos e, com o tempo, foi assassinado.

Sua esposa, Zenóbia, sucedeu-lhe e entrou em conflito com os romanos e, posteriormente, estes destruíram a cidade e massacraram a população. Pelos séculos fora, Palmira foi uma cidade de conflitos, devido à sua posição estratégia, entre o Mediterrâneo e o Eufrates.

Mais modernamente, já nos nossos dias, o chamado Daesh, tomou Palmira e destruiu algumas das sua ruínas. Entre elas o Templo de Bel.

Uma fotografia da trindade palmirense, da autoria de Emmannuel Pierre, tirada da Wikipédia. Esta obra de arte encontra no museu do Louvre em Paris. A foto representa Malakbel, Baal-Shamin e Aglibol

Estes terroristas terão destruído os templos de Bel, de Baal-Shamin, a Estátua do leão de Alat e na sua fuga às forças sírias e ruças, dinamitaram, no domingo passado (fins de Março de 2016), o Arco Monumental do Triunfo de Séptimo Severo, construído entre 193 e 211 AD.

Os Daesh, também já tinham destruído o Leão de Alat. Alat tinha sido uma deusa pré-islâmica de Meca.

O leão de Alat, foto tirada da Wikipédia, de autoria de Mappro.

Jericó, no rio Jordão

| Ventor 05.12.15

Vou ver se sei colocar aqui tudo o que o Ventor me contou sobre uma cidade a que os homens de outros tempos chamaram Jericó. Os meus amigos Ventor e Diana gostavam de caminhar pelas margens dos rios nas suas caçadas. Diana caçava e o Ventor observava. Foi assim, também, nas margens do rio Jordão, como o Ventor contou ao Quico.

Um dia caminhava o Ventor nas margens do rio Jordão e encontrou vários homens a brincar com as pedras. Alinhavam e desalinhavam muros, tentavam fazer muros circulares e, nas margens verdes do rio recolectavam vários frutos, como tâmaras e outros. Jericó foi conhecida no passado como a cidade das palmeiras.

Os homens terminaram as suas brincadeiras e procuravam dormir à sombra de rochas e palmeiras. Outros procuravam guardar o recinto das feras que por ali apareciam.

Uns putos olhavam a paisagem e começaram eles a brincar com outras pedras, iniciando uma aprendizagem que, mais tarde, levou os seus descendentes a prosseguir nos gostos daqueles que passaram a ser os seus avós.

Começaram a organizar-se de um modo mais social. Organizaram a sua vida, aprendendo a tirar partido do seu quinhão de terra por onde caminhavam e passaram a organizar-se numa sociedade cada vez melhor.

 

Entre Jericó e Massada, descendo pela margem direita do Mar Morto

Passaram a tomar conta de alguns animais e perceberam que a terra que lhes dava os produtos com que se alimentavam seria mais generosa se soubessem tratar dela. Ali, nos aluviões do rio Jordão, eles poderiam ficar para sempre e o mundo começou nova aprendizagem! Tinham terra verde nas margens do seu grande rio, tinham a água da vida e tinham praticamente tudo que precisavam desde que se soubessem organizar. 

Monte Hérmon, na Síria, onde nasce or io Jordão

Haviam muitas coisas que eles não sabiam mas foram aprendendo. Não sabiam tirar proveito das possíveis produções agrícolas, não sabiam que viviam numa depressão geográfica a cerca de 240 metros abaixo do nível médio do mar mediterrânico, nem sabiam que por trás dos seus horizontes haviam outras gentes que, tal como eles, viviam também o seu estágio de aprendizagem.

Na depressão do seu rio, que vai de Israel aos montes Golam, as gentes do rio desenvolveram os trilhos da sua civilização. Aprenderam a trabalhar a agricultura e a construir as suas cidades. O rio Jordão nasce na Síria, no monte Hérmon, com 2814 metros de altitude e com o seu pico quase sempre coberto de neve. Desce até ao Mar Morto, onde entra numa depressão geográfica com 417 metros abaixo do nível do mar mediterrâneo, actualmente, em 2004.

Mas, entretanto, antes de chegar ao Mar Morto ou Mar Salgado, o rio Jordão ainda tem tempo para se espraiar pelo Lago Tiberíades ou Mar da Galileia onde há dois mil anos, Jesus Cristo lançava as redes para pescar peixes e para pescar homens.

Tiberíades, nas margens do Lago Tiberíades o chamado Mar da Galileia

"Sea of Galilee 2008" por Pacman - Fotografia própria. Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons

Noutros rios e, com outras gentes, os rios mais mediáticos da história das civilizações, como o rio Nilo, o rio Tigre, o rio Eufrates, o rio Amarelo, o rio Azul e tantos outros, outros grupos humanos, tais como as gentes de Jericó, também travavam o seu diálogo com a natureza das coisas e começaram a aprender a sobreviver.

Tentei recordar aqui o rio Jordão porque, é nas margens dos grandes rios que se desenvolveram as grandes civilizações. E, apesar do rio Jordão não ser um grande rio e fazer parte de uma bacia endorreica, nascendo nas montanhas do anti-Líbano e morrendo num super lago, o Mar Morto, à sua volta desenvolveram-se grandes civilizações, e cidades, sendo Jericó a mais velha cidade do mundo, sempre habitada.

 
Jericó

Uma das vezes que o Ventor e Diana voltaram às margens do Jordão começaram a observar que as gentes das suas margens já tinham adquirido os seus conhecimentos de como trabalhar a terra e a pedra.

Os netos dos putos de outrora já tinham feito grandes construções de pedra e já iniciavam e arquitectavam muralhas para a defesa da sua cidade. Tudo isto, há cerca de 11.000 anos!

Foi assim que nasceu a cidade mais antiga do mundo, sempre ocupada socialmente - Jericó! Foi esta a cidade cujas muralhas tombaram ao toque das trombetas de Josué (o substituto de Moisés), à ordem do Senhor da Esfera, quando os judeus fugiram do Egipto.

Esta cidade fica a 8 km da costa setentrional do Mar Morto e a cerca de 27 km de Jerusalém.

Hoje, como há 11.000 anos, as gentes de Jericó e de todo o vale do rio Jordão, continuam a lutar pela sua sobrevivência, sem esquecerem as suas velhas muralhas e outras mais jovens. Foi isto que o Ventor me contou para eu vos recordar.

Eu ouvi chorar por Alepo


Alepo, cidade histórica, feita Património Mundial, pela UNESCO, desde 1986.

Alepo é uma cidade habitada desde os 5.000 anos A.C.. Ela foi, uma cidade assimiladora de várias culturas. Habitada por muitos povos, desde ...., Assírios, Gregos (conquistada por Alexandre Magno), Romanos, Egípcios, Mongóis, Muçulmanos, ...

Vista da cidade de Alepo, tirada da Wikipédia, de autoria de Memorino. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license

Chegou a ser uma das maiores cidades do Império Muçulmano, logo a seguir a Constantinopla e ao Cairo. Foi, em tempos, términos da Rota da Seda. Com a construção do Canal do Suez, perdeu a rota da seda e iniciou o seu declínio, também devido ao isolamento da Síria.

Mas, neste mundo, sempre que ouvimos falar de cidades históricas, é sempre por factores negativos. A última foi Alepo mas, como Alepo, há tantas outras espalhadas pela Síria, pelo Iraque, pelo Afeganistão, pelo Líbano, ...

Por aqui e por ali, por ali e por aqui, existem cidades inesquecíveis que, ou englobam velhas ruínas das suas gentes de outrora ou renasceram e tentam caminhar ali por perto, ainda sobre as cinzas do passado. É assim por todo o médio oriente e não só. Tudo isso, analisando ponto por ponto, quantas vezes em nome de religiões, do petróleo, de interesses estratégicos, quantas vezes sem ligarem puto aos seres humanos que apenas querem viver a sua vida e que os deixem em paz.

Mesquita de Alepo, tirada da Wikipédia, de autoria de Preacher lad. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license.

Ninguém quer saber de ninguém! Em nome de Alá, em nome de Cristo, em nome de Jeová, em nome de santos e de santas, em nome de egoísmos que não deviam de existir.

A última vez que ouvi falar de Alepo, foi a um estudante sírio num programa de rádio. Ele está refugiado em Portugal a estudar numa universidade, sustentado por uma bolsa de estudos angariada através da Plataforma Global de Apoio às crianças sírias com o apoio do Ex-Presidente da República, Jorge Sampaio.

Esse tal cidadão de Alepo, cujo nome não recordo, disse na rádio que os sírios são fortes e não choram. Eles vivem a tristeza da guerra na Síria, longe da família e eu não acredito que um homem que diz que chora a ouvir a Marisa cantar certos fados, que não chore ao ouvir as ruínas de Alepo a chorarem lá tão longe e que, ao mesmo tempo, sabe dizer que seus pais lhe dizem, de lá tão longe, junto às ruínas de Alepo que estão bem, mas ele não acredita.

Claro que os homens têm muitos modos de chorar mesmo que seja silenciosamente. E sabem que, numa cidade onde falta tudo que é essencial, como a água, a electricidade, o comer, tudo, ... nunca se está bem.

Eu sei amigo sírio que chorarás pela tua família, pela tua Alepo, por tudo o que está a levar a Síria a maiores ruínas. Só espero que continues com os teus estudos e que nada te falte cá no nosso Portugal onde ainda há muita gente de bem e que tu dizes gostar muito. Que nunca te falte o amor da nossa gente, os nossos comeres,os nossos pastéis de nata.

Espero também que essa bela Plataforma Global de Apoio que Jorge Sampaio tudo tenta fazer para continuar com êxito a apoiar-vos nunca falhe, por vós, pela Síria e por Alepo.

Monte Nebo

| Pilantras 05.12.15

Encontrei aqui alguns rascunhos do Quico e, para os que não se recordam, o Quico foi o gato que, antes de mim, era o grande amigo do Ventor.

O Ventor andou a mexer nos discos externos e depois, já farto de tanta coisa, foi ver um filme. Aproveitei para ir vendo o que estaria por aqui, deixado pelo Quico. Encontrei um título de um post começado e não acabado. Esse título era simples. Dizia só: Monte Nebo.

Este é o Monte Nebo de que o Quico iria Falar e a morte não o deixou

"Mount Nebo BW 6" por Berthold Werner - Obra do próprio. Licenciado sob CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

Ora eu estou farto de ouvir o Ventor falar em montes e nunca me tinha falado neste. Ele passa a vida a falar da Pedrada o grande monte da vida dele, na Derrilheira, na Naia, na Serrinha, no Giestoso (monte mais alto dos lados  da Peneda), nos montes que, grandes ou pequenos, nunca acabam.

Abri o Monte Nebo e descobri coisas novas que o Quico já sabia. Às vezes fico a pensar que o Ventor tinha razão ao dizer que eu nunca chegaria aos calcanhares do Quico para falar por aqui, das coisas do mundo mas, o que o Ventor não me disse, é que teve sempre muito tempo para o Quico e tem pouco tempo para mim.

O Quico também dizia que haviam homens que transportava a arca da aliança e, segundo o Quico, ela teria sido escondida pelo profeta Jeremias, nesse tal Monte Nebo, quando os exércitos babilónicos de Nabucodonosor invadiram Israel e destruíram o Templo de Salomão. O Monte Nebo situa-se na Jordânia e tem cerca de 700 metros de altura.

Placa no Monte Nebo

"Mount Nebo Distances" por David Bjorgen - Obra do próprio. Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons

Daqui, conforme esta placa, Moisés despediu-se do Planeta Azul. Tinha a terra prometida à vista e não a iria pisar. Foi essa a vontade do Senhor da Esfera a que os israelitas davam e dão, o nome de Jeová. Conforme essa orientação da placa, Moisés viu Jericó, mas não a viu cair aos pés de Josué, quando ele manda tocar as trombetas para o ataque. Dali, Moisés viu Belém, o lago Tiberíades, o mar Morto, Jerusalém, Nablus, Ramallah e todo esse mundo que Cristo pisou

Na Arca da Aliança eram guardadas as Tábuas (chamam-lhe tábuas, mas eram de pedra) que Jeová entregou a Moisés para orientação do povo de Israel. Mas não há homens nem povo que não cometa pecados e o povo de Israel, foi escravizado por Nabucodonosor.

Jeremias terá escondido a Arca da Aliança algures e, há quem pense que ela estará nesse monte - o Monte Nebo.

Após a Conquista de Niceia


... pela 1ª Cruzada.

(para manter vivo o espírit

o do Quico, este vosso amigo Pilantras irá observando os rabiscos que ele por aqui deixou e publicá-los-ei, tal como aqui na sequência da 1ª Cruzada)

Conquistada Niceia, após um cerco de um mês e cinco dias, 14 de Maio a 19 de Junho de 1097, realizado pelos cruzados e um contingente bizantino, os cruzados partiram rumo ao seu objectivo inicial - a Terra Santa.

Os cruzados ficaram decepcionados com os bizantinos por negociarem a rendição de Niceia com os turcos seljúcidas nas suas costas e compreenderam que se encontravam sós, desvalorizando, por isso, o juramento quase obrigados a fazer com o Imperador. Por isso decidiram seguir rumo à Terra Santa não pensando mais envolver-se em conquistas a favor de Constantinopla.

A fim de colmatarem as necessidades de abastecimentos, a 26 de Junho, 7 dias após a queda de Niceia, dividiram-se em dois grupos, seguindo à frente um grupo comandado por Boemundo de Taranto e mais atrás, separados cerca de 5 km, um segundo grupo comandado por Godofredo de Bulhão e, de seguida, ambos os grupos se subdividiram em dois subgrupos.

A 1 de Julho de 1097, os turcos seljúcidas armaram uma cilada aos cruzados da frente, junto à margem do rio Thymbris, onde se iniciou uma grande batalha, conhecida como a Batalha de Dorileia, onde a força comandada por Boemundo de Taranto foi dizimada por uma cavalaria ligeira armada de flechas dos seljúcidas (os célebres arqueiros, cujas linhas da frente lançavam as flechas e eram substituídos por linhas atrasadas) com ataques e recuos sempre a massacrar os primeiros cruzados, até aparecerem as forças da rectaguarda a atacar os turcos de flanco e pela rectaguarda.

 

os arqueiros turcos seljúcidas, eram avelidosos com arco e flecha

Após a junção das forças dos cruzados, os turcos seljúcidas tiveram de abandonar o campo e fugir rumo a leste, deixando para trás, muitos dos seus pertencentes, tendas camelos e várias riquezas.

Após a batalha de Dorileia, os cruzados continuaram a avançar rumo a leste, quase sem oposição, conquistando algumas cidades que voltaram a ser ocupadas pelos turcos cerca de 4 anos depois.


Os cruzados eram temidos, pelas gentes da Anatólia

Balduino de Borgonha e Tancredo de Hauteville, ainda disputaram a cidade de Tarso mas seguiram rumo a Antioquia. Porém Balduino de Borgonha instigado por um arménio chamado Bagrat, dirigiu-se rumo ao rio Eufrates e foi tomar a Fortaleza de Turbessel.

Depois, convidado por Teodoro de Edessa, para ajuda-lo na disputa contra os arménios, ele teve grande influência na política do Condado e Teodoro adoptou-o como filho, herdando, logo após a sua morte, o Condado de Edessa, que foi o primeiro feudo cristão no Oriente Médio.

Rumo a Machu Picchu

| Ventor 09.03.13

Caminhando entre os nossos amigos incas, em sonhos. 

Há muitos anos atrás, o Ventor contou ao Quico e hoje contou-me a mim, o vosso amigo Pilantras, um sonho lindo, cuja ação foi fazer uma caminhada entre os seus amigo incas.

O Ventor teve alguns azares na vida. Um deles foi, em 1967, poder ir fazer uma viagem à Suíça mas, azar dos azares, a Força Aérea não o pode deixar sair por causa de umas manobras da NATO, em que o Ventor teria de ir uns dias para a Base Aérea do Montijo, onde iria acompanhar uma certa luta anti-submarina, com meios aéreos, etç. etç.

Um tipo, no Montijo, tinha adoecido e o Ventor iria lá fazer falta. No entanto, o Ventor acabou por não ser necessário no Montijo e manteve-se na sua Direcção, a Direcção dos Serviços de Telecomunicações e Tráfego Aéreo.

Depois, quem levaria o Ventor até à Suiça já caminhava pela França e essa viagem de sonho, acabou por não se realizar.

Então, o Ventor começou a ler coisas sobre as montanhas da terra do nosso amigo Guilherme Tell e, na leva, não tinha meio de parar e acabou por livros, revistas e mapas, ir parar a uma dessas últimas maravilhas modernas do nosso mundo, caminhando pelos célebres "canejos" de Machu Picchu, rodeados por outras montanhas célebres a que os homens chamam Andes. 

Não contente com a caminhada pelo papel, o Ventor, uma certa noite, foi parar a um Hotel na bela cidade de Lima, com um copinho desses na mão, o célebre Pisco Sour, dos seus amigos incas mais modernos. 

 

Machu-Pichu?
O Ventor, da janela do Hotel, observava as torres da bela Catedral de Lima, a capital do Peru e, observando tudo, só pensava chegar a Cusco. Chegado a Cusco, instalou-se num hotel de cuja janela, com o Pisco Sour na mão, espreitava e observava os cumes ainda brancos dos Andes, ainda nevados. Dali, viu sumir a tarde observando as belas paisagens naturais lá longe e viu cair a noite, resolvendo sair e dar uma vista de olhos pelos tascos dos bairros de Cusco. Nada de discotecas e pubs, apenas caminhando para desentorpecer as pernas e beber mais uns piscos-sours, tal como bebia os eduardinhos nos Restauradores, em Lisboa.
 
Catedral de Cusco
Regressado ao hotel, sentado numa cadeira e de roteiros e mapas estendidos sobre uma mesa, observava algumas imagens de monumentos com algum interesse histórico e, por fim, já noite dentro, terminado o duche, sorveu as últimas gotas do último pisco sour, já um pouco cansado da viagem e das pequenas caminhadas por Cusco, foi-se deitar. Adormeceu e começou logo a sonhar com Atahualpa, o último imperador dos Incas, com Cajamarca e com os espanhóis que não foram nada simpáticos para com ele. Nos seus roteiros existiam fotos de Lima, de Cusco e de Machu Picchu que os seus olhos devoravam para, nos dias seguintes, não ser muito surpreendido. 
São assim os vales em redor Cusco 
Descobriu que, por ali, o homem andino, os ancestrais incas, souberam viver em harmonia com a Natureza. Por isso, caminhando nos vales andinos, somos surpreendidos por encantos majestosos por onde o homem e a Natureza têm agido através dos séculos.
Porém, há muitos factores a considerar, para fazermos uma viagem ao centro do Império Inca. Claro que a viagem do Ventor foi apenas um sonho, um sonho inesquecível! Por isso, acabou por esquecer muitos dos aspectos que estariam presentes na sua viagem se ela fosse real. Estariam presentes a altitude e, eventualmente o "soroche" a tal doença da altitude que ataca muita gente não ambientada a altitudes superiores aos 2.000 metros, caso de Cusco a uma altitude de cerca de 3.400m.

A cidade Cusco é mais elevada que Machu-Pichu, 1.000m
Tudo isso lhe passou à margem! Daí a sua caminhada ser quase permanentemente regada com pisco sour, em vez de chá de coca. No entanto, apesar de tudo, do fim do seu sonho ele estava bem cansado. Não pelos motivos da altitude e do tal "soroche" mas, certamente, pela euforia das suas caminhadas nas visitas atarefadas pelo Templo do Sol, do seu amigo Kontiki e outros testemunhos que os seus amigos incas nos legaram.

 Talvez os líquidos que fazem falta para lutar contra o "soroche", não se baseiem, apenas, no chá da coca, mas no chá das videiras do pisco!

Machu Picchu

| Ventor 09.02.13

Caminhando, rumo a Machu Picchu, sonhando.

E o Ventor continuou a informar-me (ao vosso amigo Pilantras), tal como já tinha feito com o Quico, do que tinha fixado com os seus passeios por Cusco e disse-me:

No dia seguinte, após mais um duche e o pequeno almoço, espreitei pela janela do hotel e lá estava o Bus que nos levaria dar mais uma volta por Cusco e arredores, por onde observei algumas ruínas incas.

Eu apanhei pouco mas, por sorte, encontrei um resumo do Quico.

O lama observa tudo, 2430 km em redor do rio Urubamba 

E continuou:

«O Guia falava em castelhano e, não fosse eu levar a lição estudada, o que faço sempre que parto para uma missão, e não catrapiscaria nada mas, nestas circunstâncias, até me podem falar em chinês. Os mapas e roteiros já estavam na minha cabeça.

Chegado da volta do Bus, uma pequena caminhada pela Praça de Armas de Cusco, mais uma olhada sobre os seus horizontes, jantei e instalei-me, mais uma vez, com os mapas e roteiros sobre a mesa, que uma mão ia virando e revirando, enquanto a outra segurava mais um copo de pisco sour. Por fim, quando dei por mim, já catrapiscava os olhos e deitei-me. Dormi tranquilamente umas partes da noite e, nos intervalos, ia sonhando com o Vale Sagrado dos meus amigos Incas e o seu belo rio Urubamba.

Vale Sagrado dos Incas e o rio Urubamba

De manhã, levantei-me, tomei o meu duche, o pequeno almoço e, ainda muito cedo voltei à Plaza d'Armas de Cusco, onde desentorpeci as pernas e, um pouco depois, iniciava a minha nova viagem rumo a Machu Picchu.

Claro que a minha viagem a Machu Picchu não constava dos roteiros turísticos comprados pelo caminho ou em Cusco. Tratou-se apenas de um grande pesadelo que mais pareceu uma tortura. Fiquei desapontado com o trajecto do rio Urubamba. As imagens eram belas, o rio também mas, a subida para Machu Picchu foi tenebrosa. Os incas eram terríveis! O caminho era péssimo, feito tipo calçada com cerca de 50% da sua largura, já de si muito estreita, a desfazer-se sobre o abismo. Mas a caminhada prosseguia, entre incas amigos e incas hostis. Uns ajudavam-me na subida, outros queriam que eu me espatifasse nos precipícios sobre o rio Urubamba.

Cidade Inca de Macchu Picchu 
Mas cheguei a Machu Picchu!
Nas minhas caminhadas encontro sempre, gente boa e gente má. Neste caso entre os próprios índios incas, havia de tudo. No entanto, subi e desci os socalcos de Machu Picchu, entre uns e outros e, o melhor de tudo, foi ver o milho crescer, a água das regas rumava ao seu objectivo e, os barbos dos milhos cresciam entre os folhatos, nas pontas das espigas. Tirei deste sonho-pesadelo, três coisas interessantes. O pisco sour que ainda hoje espero beber um, a beleza das encostas que desciam dos picos andinos até aos meandros do Urubamba e fiquei a saber que, o rio Urubamba se dirigia rumo a norte para se juntar ao Amazonas. Para mim, então, o rio Urubamba, desceria dos Andes para o oceano Pacífico, ali ao lado mas não! Vi, in loco, no meu sonho que a realidade era diferente».
Machu-pichu
A sonhar, o Ventor já tocou nas pedras dos monumentos e templos incas, sentiu que os seus amigos incas, tal como ele, adoravam o seu amigo Apolo, ou Inti, ou ... e que têm uma predileção especial pela sua amiga Diana e, também, pelas suas grandes montanhas - os Andes.
Não é por acaso que, ainda hoje, os incas, todos os dias 24 de Junho, festejam o sol no seu Inti Raymi- Festival do Sol.

Mas o Ventor teve outros sonhos e pesadelos com os seus amigos Incas e já assistiu a um Inti Raymi e eu dir-vos-ei algo sobre eles. Eu sei que, o que o Ventor teria querido era beber o seu pisco sour. Mas na noite do sonho foi ao frigorífico a abanar a cabeça e bebeu o resto de uma caipirinha gelada que, na véspera, dissecara a boca ao Ventor e a um Comandante da Marinha aposentado que lhe falara de almirantes portugueses, da marinha portuguesa, dos cascos dos navios e outras coisas. Depois de barcos, de marinha, de cascos, etç., o Ventor acabou por ir passear para o centro dos seus amigos incas!