quinta-feira, 20 de março de 2003

Regresso a Babilónia

  Ventor 20.03.03

Depois de conquistarem Ninive, Ventor desligou-se das pilhagens da guerra, levadas a cabo pelas hordas de Nabopolassar e foi ao encontro de Diana que, juntos, de arco e flecha, desceram pelas margens do rio Eufrates apreciando as paisagens que por lá desfrutavam. De dia iluminados por Apolo e, de noite, Diana deslumbrava o Ventor com a mais bela luz de luar que jamais iluminou a terra.

As flores estavam por todos os lados e Diana disse ao Ventor que, se houve flores para Ninive, também as haveria com fartura para alegrar os seus caminhos de regresso a Babilónia.

Lindas flores que Diana colocou nos caminhos do Ventor, no seu regresso a Babilónia

E foi assim que o Ventor me contou esse regresso:

 
 Junto ao Eufrates, rio azul,  Junto ao rio Nabopolassar estava, 
 De orvalhadas choram as flores  Com pedrinhas para a água a atirar.
 Multicoloridas, junto a um paúl,  E para o centro do circo apontava,
 Parecem chamar os seus amores  O centro do reino vai ali começar.
 
 Ventor e Diana ao nascer da aurora Isto deixou o Ventor sorridente, 
 Avançam juntos para uma caçada,  E Diana lançou gargalhadas.
 A água corrente parece que chora  Parece que o reino estava contente,
 E os passarinhos fazem chilreada  Pois era senhor das batalhas travadas.
 
 Olha, Ventor, já canta um grilo!  Em Nemrod tinha um suporte,
 Grita Diana num grande sorriso.  No fero Ventor tinha um amigo.
 Olha que lindo! O que é aquilo?  A um e a outro não os leva a morte
 É Nabopolassar com pouco juízo!  Ficaram por cá para dar o castigo

domingo, 2 de março de 2003

A Conquista de Ninive


Na passagem do Ventor por Ninive, Diana semeou flores por todo o lado e disse ao Ventor que eram "flores para Ninive".

 Diana envia Flores para Ninive

Foi assim que o Ventor me contou a tomada de Ninive

Ao som das trombetas de Nabopolassar

Se movem homens, animais e carroças.

Nas margens do Eufrates estão a passar,

E se ouvem berrar camelos de bossas!

 

Junto ao grande rio, lento e sereno,

Que já prestou homenagem a Nemrod,

Se espelha nas águas, um leão pequeno,

Que do seu pêlo a poeira sacode.

 

Logo um frecheiro aponta seu arco,

Flecha na mão p'ra ferir o animal,

Escorregou na areia e caiu num charco,

Não sofrendo o bicho qualquer mal.

 

Subindo os outeiros rumo a norte,

Deixando para trás um lastro de pó,

Poderoso exército com grande suporte,

E a seu lado, Ventor sempre só!

 

Nas altas colinas sorria Diana,

Perante nuvens que em frente se movem,

Cabelos ao vento, a ninguém engana,

Pede ao ventor que seus lábios provem.

 

Junto a Ninive o exército faz alto,

Cada um se amanha conforme pode,

E, logo em frente, noutro planalto,

Se encontra Ventor com Nemrod.

 

Amigos de sempre, nunca esquecidos,

Por outros amigos de outros combates,

Perante o inimigo, nunca estão perdidos,

E nunca cometem quaisquer dislates.

 

Apontam os arcos, direito à cidade,

E pôem em marcha seus esquadrões,

Assaltam muralhas que, na verdade,

Escondem o medo de seus guardiões.

 

Ventor irado, forte e sisudo,

Fixa Nemrod, na sua tristeza,

A cidade que ele construíu e tudo,

Caía assaltada, devido à avareza.

 

Num chão de pó e cheiro a queimado,

Encontrou Ventor, Sinsariskun, ledo,

Avançou num porte, erecto e irado,

E Sinsarisckun se apossou do medo.

 

E, quando já tudo, parecia acabar,

Vindo do tempo, entrou Nemrod.

«Esta terra é de Nabopolassar,

Ele a governa porque ele pode!


Tudo en volta, é terra de kush,

Todo o meu reino me custou a criar.

Linda e bela, era Babilónia!

Todos os inimigos eu vou arrasar.

E para todos, sem parsimónia,

Haverá a lança de Nabopolassar»!

 Diana prepara-se para caçar, mas ...


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