quarta-feira, 2 de julho de 2003

A Última Batalha de Alexandre

 Ventor 02.07.03

A Batalha de Hidaspes

Alexandre Magno, como já sabemos, partiu da sua Macedónia com instintos belicosos.

Ele tinha, inculcado na sua cabeça uma verdade única! Dario III, Rei da Pérsia, tinha insultado, numa representação diplomática perso-greco-macedónica, a pessoa de seu pai, Filipe II, Rei da Macedónia, como Rei e como homem e mandou entregar essa nota diplomática, sem retirar uma vírgula do que tinha dito. Filipe tinha na sua cabeça que, no futuro, atacaria a Pérsia, mas sentia que ainda não dispunha do poder militar suficiente para levar a cabo tal empreendimento.


Filipe II da Macedónia, o pai de Alexandre Magno

Entretanto, como Filipe da Macedónia não era burro e nem queria vir a ser, estudava minuciosamente, tudo o que dizia respeito ao poder militar dos persas, as suas ligações estratégicas, a envolvência das colónias gregas situadas na Lídia, nas costas do Mar Egeu e as eventuais alianças de Dario com eventuais desavindos das cidades gregas que não gostavam de Filipe.

Alexandre que era irreverente e decidido, caminhava nos calcanhares do pai, tendo como objectivo, um dia, vir a fazer Dario engolir as palavras com que insultara seu pai.

Por desavenças intestinas e uma luta surda entre a Macedónia e outros estados gregos, sabe-se lá a razão, Filipe foi morto e Alexandre, apoiado por amigos seguros, tomou as rédeas do poder mas sempre com a Pérsia como objectivo.

Como era mais decidido que o pai, tal como ficou provado na acção desencadeada por Filipe junto dos seus generais para ver qual o mais hábil e com capacidade para desfazer o Nó Górdio, é o que se diz, Alexandre, ainda um rapazola, perguntou ao pai o que se passava e este informou-o que comandaria as suas forças militares o general que mais rapidamente fosse capaz de desfazer o Nó Górdio.

Alexandre chateado por ver os generais encrencados a coçar o couro cabeludo com algo que não fazia sentido, virou-se para o pai e disse-lhe que a Macedónia não podia perder tempo com coisas efémeras como essas e deu um golpe com a sua espada, desfazendo o Nó Górdio. O pai, olhou-o e, embora não fosse isso que esperava, achou que ele tinha razão, pois nem pensou duas vezes e só com um golpe da espada desfez esse Nó que ficou famoso para a eternidade. Filipe entregou o comando das tropas ao seu filho que havia provado ser prático, rápido e eficiente.

Foi baseado nessa sua eficiência a tomar decisões que nem pensou duas vezes. Organizou as suas forças e, sem hesitar, atravessou os Dardanelos e avançou sobre o Império Persa até se livrar de Dario III e conquistar toda a Pérsia como vimos até aqui.

Porém, quando já Senhor da Pérsia, ao ter conhecimento que os indianos, por terem sido velhos aliados de Dario ou por terem esperança de trincar as fraldas do império que tinha sido de Dario, começaram a movimentar as suas forças e isso chegou aos ouvidos de Alexandre que, como já vimos, sem dar ouvidos ao Ventor, mandou os seus generais prepararem-se para avançarem pela Bactriana, organizar uma nova caminhada, preparando alguma solidez na sua rectaguarda, consolidando as sus defesas e, depois, descer rumo à Índia.

Esta caminhada foi realizada um tanto ou quanto às cegas, pois nem Alexandre, nem os seus generais tinham conhecimento do que os esperaria pelas montanhas geladas do que é hoje o Afeganistão, o Paquistão e a índia. Desconheciam por onde passar essas montanhas geladas, que rios havia, como sustentarem-se a eles e aos cavalos e nem sabiam se o mar ficava perto ou longe. Disse-me o Ventor que Alexandre e os seus homens julgavam que o rio Indu que nasce nas montanhas mais altas da Ásia, fosse o Alto Nilo ou Nilo Superior, no Egipto. Isto hoje, faz rir estes generais modernos, habituados a ver o mundo de cima para baixo. Mas, com a cartilha de Heródoto nas mãos, muito mal informado, julgando bater  as velhas caminhadas de Hércules e de Poseídon que, segundo o que se julgava saber na época, nenhum deles tinha atravessado o rio Indo e Alexandre acabou por fazê-lo.

No âmbito de escaramuças sem fim, no rio Hidaspes, um afluente do rio Indo, no sul do Paquistão travou a sua última batalha militar contra um exército diferente, cuja cavalaria era maioritariamente formada por elefantes. Ele já tinha alguma experiência nessa luta, contra uma "cavalaria" de alguns elefantes utilizados por Dario mas, desta vez, era tudo diferente.

Os seus homens e cavalos, desgastados pelas suas caminhadas em redor das fraldas das montanhas de neves quase perpétuas da grande cordilheira do Indocuche, de ventos e frios gélidos, dispuseram as suas forças, já muito desanimadas na margem do rio Hidaspes junto à fronteira do Paquistão e iniciou-se a peleja com uma desvantagem acentuada para as forças de Alexandre, embora se diga que utilizou tudo o que tinha, inclusivé, uma cavalaria com 75.000 homens.

Aqui, depois de uma luta diferente, com os homens extenuados, com cavalos velhos como o Bucéfalo, mortos ou feridos pelos terríveis elefantes, Alexandre apercebeu-se que o seu empreendimento teria de terminar ali. Foi nas margens do Hidaspes que, como ele confidenciara ao Ventor, travara a sua última batalha, esta, também vitoriosa.


Elefantes ao ataque. Podia ser em Hidaspes

Depois da última grande e péssima caminhada, chegou a Babilónia, sem o Bucéfalo, como já sabem e atacado por febres terríveis.

Algum tempo depois do retorno da Índia, o Ventor entrou nos aposentos de Alexandre, encontrou-o muito deprimido e, praticamente, sem vontade de prosseguir. Ele disse ao Ventor que, depois de tanta guerra e de cinco extenuantes batalhas, sentia que este mundo não era, de facto, o que ele tinha esperado e que iria pedir aos seus generais para que, logo que o Senhor da Esfera chamasse a sua alma, depositassem o seu corpo longe de Babilónia e que, se fosse possível, gostaria que fosse na Macedónia mas, meditou um pouco e olhando o Ventor, olhos nos olhos, disse: "na Macedónia não será possível, pois chegaria lá já desfeito, mas se os meus generais me quiserem fazer uma última vontade, poderiam levar o meu corpo para Siuwa, no Egipto a terra onde fui coroado Faraó e onde ouvi, pela primeira vez, o som da rababa"!

O Ventor, triste com a situação de Alexandre, pois não gostava nada de o ver tão doente, caminhava nas margens do Eufrates ao lado de Diana, nunca abandonando o seu arco e, quando resolveu voltar a ver Alexandre, este, extenuado, já um autêntico farrapo humano, uma amostra do homem que tinha sido, disse ao Ventor que ser belicoso nunca será agradável para ninguém.

"Sabes, Ventor! A única coisa boa que vou levar deste mundo, é a lembrança do Bucéfalo. Adorava ver o Bucéfalo e o Antar a correrem brincando que até pareciam gozar connosco. Na praia egípcia, junto a Rhakotis, o Antar saltou ar fora, parecia voar e o Bucéfalo, muito feliz a olhá-lo mas, lá por dentro, cheio de inveja por não poder acompanha-lo. Mas a vida é mesmo assim Ventor. Diz ao Senhor da Esfera que a minha honra a Apolo é a minha honra a Ele Próprio".

A imagem de Alexandre Magno montando o seu Bucéfalo, nas batalhas

Talvez o Ventor não me tenha contado tudo sobre Alexandre, talvez eu tenha por aqui algo que não encontro mas, após a morte de Alexandre, o Ventor continuou a sua caminhada sempre com a missão de que o Senhor da Esfera o incumbira - observar o comportamento dos homens.

Mais tarde voltou a Alexandria e acompanhou um pouco Ptolomeu, um dos mais inteligentes generais de Alexandre Magno. Talvez ele me conte um dia mais sobre Alexandria, a primeira cidade "menina" que Alexandre desenhou na areia da praia para o Ventor, juto a à velha aldeia de Rhakotis. 


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Alexandre Magno na India

 Ventor 02.07.03

O Ventor continua a contar-me coisas sobre o seu amigo Alexandre, o Magno.

Diz-me o Ventor que, depois do encanto das rababas, dos tambores persas e de outros instrumentos de música, Alexandre não tirava os olhos de Rossana, a filha do rei Dario, quando por baixo do seu véu, os olhos negros e lindos de Rosana o admiravam enquanto se contorcia toda em danças que Alexandre não conhecia ainda.

Aliás, desde que Alexandre saiu da sua Macedónia até encontrar a rababa, a única música que Alexandre tinha ouvido foi o rufar dos tambores de guerra na preparação para dar início às batalhas onde se jogavam as vidas dos seus soldados e a sua, bem como as vidas dos seus inimigos. Daí o Ventor dizer que as músicas das rababas e as danças de Rossana serem momentos de paz na cabeça belicosa de Alexandre que fervilhava na preparação de outras batalhas contra outros beligerantes que, nas fronteiras da Índia, se preparavam para atacar as fraldas do Império Persa do qual, pelas força das lanças macedónicas, Alexandre se tornara o legítimo herdeiro.


A cavalgada era para leste

Por isso, Alexandre caminhando naquele que fora a obra prima de Nabucodonosor II, da velha Babilónia, se preparava para contornar o Golfo Pérsico e levar a guerra aos seus novos inimigos que, comandavam os seus exércitos sentados sobre os dorsos de elefantes indianos. Aliás, vindos dessas paragens, já o Dario os tinha utilizado, como "cavalaria", contra as tropas de Alexandre.

Entre as belas flores dos jardins que tinham sido de Nabuco, ao cair da noite, uma noite daquelas em que Diana mais brilhava, caminhavam lado a lado, Ventor e Alexandre. Alexandre dizia ao Ventor que teria de levar a guerra muito para além da Bactriana  e conter as ameaças de exércitos diabólicos de que nem fazia a mínima ideia da sua existência. O Ventor recomendava calma a Alexandre pois os seus homens estavam cansados de tanta batalha e a próxima caminhada iria ser muito longa e muito difícil e transformaria esse empreendimento bélico na pior façanha que alguma vez os seus homens teriam imaginado. Mas, então, Alexandre ainda estava embrenhado de poderosas energias e preparado para levar a sua fúria incontida até terras indianas onde novos inimigos se preparavam para mordiscar os calcanhares do maior império do mundo de então.


Nas suas batalhas, montado sobre o Bucéfalo, Alexandre sonhava ser o maior de todos os reis que, um dia, tal como Nabopolassar, Nabucodonosor II, Círus I e outros, pisaram todas as terras que envolviam Babilónia

A ida fora difícil, as batalhas não tinham sido nada fáceis mas, o regresso iria ser a pior de todas as caminhadas. Alexandre, como já sabem, regressava com o Bucéfalo ferido da sua última batalha e, as suas tropas, extenuadas, homens e cavalos só sonhavam com as montanhas gregas da Macedónia, da Tessália, ... de toda a Grécia. Eles tinham saudades de "pular" sobre as ilhas do Mar Egeu e "saltar" sobre o mar azul! Todos eles, terrivelmente debilitados, pedem a Apolo para lhes ceder uma pequena quantidade da sua energia e do seu saber para os levar de volta a casa. Alexandre ao ver caído para sempre o seu fiel companheiro de 13 anos de ferozes batalhas, só pensava seguir os trilhos de Apolo, em direcção ao Ocidente.

Sem energias que lhe dessem ânimo, ele olhava Bucéfalo estendido no chão da morte e chorava! Chorava pelo seu fiel amigo estendido, inerte, virado para oeste, recordando o mundo que tinha sido o seu.

Bucéfalo esperava, antes de morrer que, com a ajuda do Senhor da Esfera, ainda voltaria a comer as ervas tenras da sua Tessália, nos vales e nas montanhas onde tinha sido criado com toda a liberdade possível para um belíssimo potro que viria a ser grande na companhia de Alexandre e o mais famoso cavalo da História.

Quando Alexandre e os seus homens enterraram Bucéfalo, Alexandre já não tinha cavalo suplente! Sentado numa pedra, Alexandre suspirava pelo seu amigo, olhava as montanhas negras da Batriana, e via Apolo começar a descer por trás delas em direcção à sua Macedónia e, por cima das sombras das montanhas que Apolo projectava de encontro a Alexandre e o grupo, o céu ficava colorido de um vermelho abrasador.

Naquele momento, envolvido por uma grande tristeza, Alexandre olhava para Ocidente, recordava Pella, recordava o lugar onde seu pai fora morto por traidores, recordava a sua primeira grande Batalha, em Queroneia, contra gregos desavindos e comandados por generais que tinham sido formados por Epaminondas também amigo do Ventor, à frente do Batalhão Sagrado e pensava na máquina perfeita que ele e Bucéfalo tinham formado.

Não esquecia como o Ventor ficou furioso ao ter conhecimento da irracionalidade de Alexandre ao mandar destruir tudo, em Queroneia e matar toda a gente, poupando apenas um filósofo por quem tinha alguma consideração.

Ele sempre dizia ao Ventor que, com o Bucéfalo formavam um corpo só! Bucéfalo sabia tudo que Alexandre pretendia nos momentos da peleja. Como esquivar-se às armas inimigas, como se lançar impetuosamente sobre o lado frágil do inimigo e Alexandre sabia complementar o seu cavalo, destroçando todos os inimigos.

Agora, para Alexandre, tudo tinha acabado! Só, no meio de homens desesperados e imbuídos de um sonho comum, Alexandre sentia-se destroçado. Um soldado macedónio, desce da sua montada que segura pelas rédeas e dirige-se a Alexandre: «Majestade, segure as rédeas do meu cavalo, monte-se nele e cavalgue para Pella; a Macedónia espera por nós».

Alexandre olhou-o intensamente e virou-se para as montanhas a oeste. «Espera, não espera, Majestade»? Voltou a insistir o macedónio.

Alexandre segurou nas rédeas desse cavalo, virou-se para Oeste e vê Apolo sobre as montanhas como que sorrindo para lhe dar alento. O Ventor sorri também para Alexandre, olha-o nos olhos e volta a olhar as montanhas onde Apolo está a desaparecer no meio do horizonte vermelho. Mas Alexandre não tira os olhos das montanhas, continuando a olhar o Ocidente e apenas balbucia uma palavra baixinho que só o Ventor compreendeu: «Macedónia»!

Mas o soldado macedónio, até ali, dono do cavalo, volta a fixar os olhos em Alexandre poir pareceu-lhe ter ouvido também a palavra «Macedónia» e baixou a cabeça num sinal de aprovação. Alexandre olhou-o e sorriu!"

Alexandre montou o cavalo do macedónio e o Ventor saltou para cima do Antar, estendendo o braço para o soldado macedónio que o agarrou e saltou também quase automaticamente e iniciaram todos viagem rumo a Oeste até encontrarem um abrigo junto a umas rochas que os protegeram durante a noite de um vento arrasador que soprava do Indocuche.

Foi terrível caminhar pela Batriana, rumo a Oeste para voltarem a atingir a velha e linda cidade de Babilónia.

Muitos soldados ficaram pelo caminho, mortos de sede de frio e de cansaço, mas sempre no rasto de Apolo virados para as montanhas negras, envolvidas pelo robe vermelho de Apolo para além das quais ficariam para sempre, lá longe, as lindas terras da Grécia e da Macedónia.

Disse-me o Ventor que, cada cavalgada que o Antar fazia rumo à retaguarda, na tentativa de ir ajudando alguns macedónios e gregos, todos os que encontravam mortos, estavam com as suas faces viradas para Oeste.


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quinta-feira, 5 de junho de 2003

Alexandre e a rababa

Disse-me que, o seu grande amigo, Alexandre Magno, já era um admirador destes instrumentos que foi encontrando à medida que caminhava nos desertos das suas invasões.

 Pilares da Civilização Helénica, carregada por Alexandre Magno e a sua gente até à Índia

Alexandre era um sonhador, cheio de boa fé e de vontade de melhorar o mundo do seu tempo. Ele chegou a enfrentar os persas sempre convencido que só um milagre permitiria que ele não cairia nas suas mãos. Sendo afoito e destemido, enfrentou-os na velha Grécia e, não satisfeito, avançou sobre a Ásia Menor e foi esmaga-los na sua própria terra. Os poderosos reis persas, gostavam de colocar o pezinho na Europa mas os nossos amigos gregos não lhes deram quaisquer hipóteses.

Também com o Ventor montado no seu cavalo branco alado, o seu Antar, sempre ao lado de Alexandre e a dar-lhe força, mal seria que os persas levassem a melhor!

Alexandre,  após a batalha de Isso. A família de Dario frente a Alexandre Magno

Mas as guerras, não são só feitas de pancadaria e mortes. Tudo que a humanidade transporta em si, seja um lindo sorriso aberto, sejam as suas tristezas ou as suas alegrias, o seu instinto maléfico ou amor para partilhar, nas invasões de Alexandre ao império persa, tudo aconteceu. E, quando Alexandre derivou para o Egipto onde foi aclamado como um grande Faraó, ele conheceu a rababa, um instrumento de música e de que vos vou falar como o Ventor me falou e foi assim:

«como todos sabem, o meu amigo Alexandre, andou pela Pérsia e pelo Egipto. No Oásis e santuário faraónico de Siuwa, foi aclamado como Faraó do Egipto. A caminho de Siuwa, encontrou uns nómadas beduínos e, na mão de um deles, viu um instrumento de música a que chamavam rababa.

Alexandre gostou do som e pagou uma quinhenta de cobre ao Beduíno para lho tocar enquanto ele descansava o seu espírito a pensar como resolver, a contendo de todos, os problemas do império já conquistado e no que haveria ainda para além das dunas que já encontrara.

O Beduino tocou até Alexandre adormecer, depois, pé ante pé, levantou-se e ia tratar do seu próprio descanso, pois passara uma tarde inteira a tocar para o "novo Faraó" e também estava com sono. Alexandre, sorrateiramente diz:"onde pensas que vais? Ainda não estou cansado de te ouvir, estou apenas com os olhos fechados"! O Beduíno, atrapalhado, pediu-lhe para o deixar descansar e já lhe dava a rababa e tudo!

Alexandre reparou nas olheiras do beduíno e não via nenhum sinal de cansaço. Pergunta para os deuses porque raio tiveram de fazer aquela gente diferente pois, assim, não conseguia ver se estavam a mentir. Depois pensou que se fosse um macedónio não se deixava enganar mas, como era um Beduíno e não dava para ver as olheiras devido à sua pele escura, achou que seria injusto se o homem estava a falar verdade. Por isso, fez-lhe uma proposta quando viu o braço estendido do Beduíno a entregar-lhe a rababa. "Está bem, fico com ela, mas tenho de ficar contigo também! Pago-te bem para tocares para mim e acompanhares-me para onde eu fôr". O Beduíno disse-lhe: "sim, senhor, mas agora só quero dormir".

Alexandre adormeceu e o beduíno ficou, deitado no chão, encostado à tarimba de Alexandre e agarrado à sua rababa. No dia seguinte, quando Alexandre acordou, reparou no instrumento e comprou-o ao beduíno por 10 talentos de ouro. Levou a rababa e deixou o Beduíno acompanhar a sua família e o seu Clã, na amanha das suas cabras e dos seus camelos.

O Ventor e Alexandre encontraram-se no caminho do Santuário de Siuwa e foi aí que Alexandre lhe contou esta história entre si, o beduíno e a rababa. Depois Alexandre rematou:

"Ventor, ele arranja outra e eu não estraguei o seu grupo, deixei-o partir"!

 Um Rababa magrebina. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported 

O Ventor disse a Alexandre (que pensava ser a rababa um instrumento único) que iria encontrar muitas rababas pelos caminhos que iria seguir e assim foi! Ao chegar a terras de Babilónia, encontrou outros instrumentos iguais. Ainda hoje não se sabe se a Rababa é de origem Egípcia ou Persa. O Ventor diz que a encontrou sempre por todo o velho mundo e, até Nabopolassar, pelas margens do Eufrates, adormecia com o seu som.

Sabe-se sim, que ela foi o ser caminhante que tem trilhado as dunas dos desérticos arábicos e africanos, todo o Sael e continua caminhando por todas as terras pisadas pelas gentes do islão e, como eles, foi saltitando de ilha em ilha, pelo Índico e pelo Pacífico e, até o Louco da Malásia, gostava de ouvir os seus acordes.

A Rababa é parente da Rabeca europeia medieval, podendo ser mesmo a sua progenitora! É constituída por uma, duas ou três cordas. São feitas de madeira e tem uma barriga de madeira ou de pele de carneiro e podem ser rectangulares, trapezoidais ou redondas e é um belíssimo instrumento musical usado pelos beduínos e pelos povos árabes, fundamentalmente, os egípcios e os marroquinos.

As músicas arábico-andaluzes foram introduzidas por Abu Hassan Ali Bem Nafi, conhecido como Ziriab. Este famoso cantor e compositor imigrou de Bagdad para a Espanha mourisca no séc. IX. Foi ele o fundador da música clássica marroquina, música essencialmente andaluz, entre os séc. X e XV.

Mas diz o Ventor que era uma alegria ver Alexandre e toda a comitiva de macedónios e demais gregos ao lado dos persas conquistados, cantarem e dançarem ao som da rababa, à sombra, junto dos muros tristes do grande palácio de Nabuco e debaixo de chorões que muitas vezes fizeram sombra nas sestas do Ventor e Diana. Foram rababas marroquinas, séculos depois, iguais às que o Ventor e Alexandre viram por terras babilónicas e persas, as mesmas que deram vidas alegres nos palácios e nos átrios da velha Andaluzia, mesmo no tempo em que Cid, El Campeador, se refugiara nas terras, então, mouriscas.


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segunda-feira, 2 de junho de 2003

A Fundação de Alexandria

 Ventor 02.06.03

O que o Ventor me conta!

Ouçam o que ele me diz! Vou contar-vos a história como o Ventor a contou a mim.

Alexandria, bem como outras cidades, foi mandada edificar por Alexandre Magno e tal como todas elas, faz parte desta Grande Caminhada do povo helénico que já se prolonga por milénios. Esta Marcha da Liberdade de Vangelis, leva-nos a caminhar por trilhos que desembocaram numa grande "estrada" construída por uma grande civilização a que os homens vieram a chamar de Helenismo. 

Alexandria foi uma cidade importante ao ponto de merecer a intervenção de grandes homens de diferentes civilizações, como Ptolomeu, Pompeu, outros gregos e romanos e gentes de outros quadrantes, mas a sua fama está na sua Biblioteca e na propagação do Helenismo

Disse-me o Ventor que, uma vez, dois milénios e tal para trás, o seu amigo Alexandre, ... aquele que ... (o Grande, sabeis!), encontrava-se numa praia, numa terra do Egipto, de pé, apoiando os seus braços na garupa do Bucéfalo a olhar o mar e a pensar nos seus próximos passos, quando o Ventor, em mais uma das suas surtidas pelo Planeta Terra se aproximou montado no seu cavalo branco, Antar. Alexandre largou o Bucéfalo, o Ventor, ainda afastado, largou o Antar e os dois cavalos começaram a correr um para o outro e começaram uma belíssima brincadeira, correndo, escabriolando, a par, pela praia fora, junto às águas do Mediterrâneo.

Localização de Alexandria, no Egipto, à beira-mar

Alexandre, ficou sorrindo, de braços cruzados, vendo os cavalos a correr enquanto o Ventor caminhava devagar, calçando umas sandálias gregas que deixavam entrar a areia seca a roçar-lhe a pele dos pés e, penetrando entre os dedos. O Ventor já estava a ficar danado por ter descido do Antar. Ele nunca gostou da areia seca das praias mas, também estava contente ao ver como o Bucéfalo e o Antar se davam tão bem. Alexandre ia olhando o Ventor pensando como começar uma conversa que nunca mais acabaria, sobre os desígnios que tinham levado Alexandre por terras do Egipto.

Nessa conversa, voltou a repetir ao Ventor, as razões porque pretendeu fazer-se Faraó do Egipto (depois fez um sinal com a cabeça, apontando para a aldeia de Rhakotis) e como ele, o seu novo Faraó, iria, sem qualquer dúvida, tornar-se inesquecível na história das gentes do Nilo.

O Ventor sorriu e não achou grande piada, por ele se dizer filho de deuses mas, como isso não era da sua conta e daí não viriam grandes males ao mundo, perguntou a Alexandre se achava que se tornaria realmente "grande" pelo facto de se tornar Faraó do Egipto, esquecendo-se que ainda iria ter de voltar a encontrar os persas pela frente e resolver o problema de Dario III que, para Alexandre, tinha cometido o maior crime de todos quando insultou seu pai (o rei Filipe da Macedónia, então, já morto).

Mas Alexandre, sempre pensativo, sentou-se na areia seca pegando num pauzinho também seco que tinha sido para ali transportado pelas ondas do mar Mediterrâneo e apontando o chão para o Ventor, começou a traçar sulcos na areia. O Ventor ajoelhou-se na areia e perguntou a Alexandre para que serviam aqueles gatafunhos rectos e curvos que ele continuava a traçar na areia seca. "O sistema não é bom" - disse Alexandre, ao ver que a areia de tão seca que estava, rolava puxada por uma maresia, logo entupindo os sulcos e, levantou-se dirigindo-se para a areia húmida, fazendo sinal ao Ventor para o acompanhar.

Foi ali, na areia húmida das costas do mar Mediterrãneo que Alexandre traçou para o Ventor aquilo que podia ser coinciderada a planta arquitectónica daquela que viria a ser a bela cidade de Alexandria.

Alexandre traçou e retraçou a areia e, por fim, virou-se para o Ventor e disse-lhe: "vês! Isto que vês aqui, é a planta daquela que, como tu já sabes, vai ser uma das mais importantes cidades deste mundo oriental".

Foto tirada da Wikpédia - . Marcos pregando em Alexandria

Depois levantou-se e com as sandálias começou a destruir a célebre planta da futura cidade de Alexandria, olhou o Ventor, apontou para a testa e disse: "já está aqui, se não fosse eu a destruí-la, seria o mar e, já tenho homem para realizar esta obra, tal como eu a quero. É o Dinocrates". «Sim, ele é bem capaz», disse o Ventor.           

Alexandre Magno montando o Bucéfalo

E o Ventor prosseguiu com a sua narrativa:

«Alexandre e eu encontrámos-nos ali, junto ao mar, nesse local, onde hoje fica a cidade de Alexandria e ficamos a olhar as ondas serenas do Mediterrâneo a fazerem a areia rebolar-se naquela espuma branca, onde as gentes da aldeia próxima, chamada Rhakotis se costumavam refrescar. O barulho que ouvíamos junto do mar, não era a água furiosa, era a a areia a rir às gargalhadas quando a água faz cócegas nas barriguinhas bojudas daqueles pedacinhos de rochas desfeitas pelo caminhar dos milénios, as areinhas que estavam sossegadas a apanhar sol. Nós conversávamos sobre aquela mania que o Alexandre teve de se fazer Faraó do grande Egipto, numa época desmoralizante para os egípcios, mas Alexandre era um teimoso e teria de levar a dele avante. E levou! Depois achou por bem acalmar a minha má vontade de não o apoiar nessa sua caminhada que levara a cabo algum tempo atrás, quando se entusiasmara pela rababa.

De repente, numa grande cavalgada pela praia fora, chegavam oficiais de Alexandre com más notícias. Dario III já tinha organizado um poderoso exército e preparava-se para correr, de vez, com Alexandre e as suas falanges das terras que considerava suas. No mar Egeu e no mar Negro, as marinhas reorganizaram-se e Dario concentrara o seu poder naval, em Halicarnasso, mas Alexandre não estava só e já conseguira que os barcos de Chipre se aliassem aos seus que já tinham destruído as marinhas fenícia e cartaginesa por causa do cerco de Tiro, na Fenícia.

Tiro tinha caído e Alexandre preparava-se para a eventualidade de voltar a ter as forças de Dario III pela frente. E foi isso! Em 6 de Abril de 331 AC, segundo as contas do Ventor, Alexandre deu ordens de marcha às suas falanges que voltaram a passar pela Fenícia rumo à Pérsia de Dario. Porém, antes de partir, deixou Dinocrates incumbido de construir a cidade de Alexandria, tal como ele pretendia.

Podia ser o interior da velha Biblioteca de Alexandria 

Essa cidade foi famosa, fundamentalmente, por se tornar um pólo cultural, com a sua grande Biblioteca, atravessando todo o tempo a que chamamos Helenismo e prosseguindo para além dele.

Por isso, hoje, recordo, o nascimento da bela cidade de Alexandria, porque segundo as contas do Ventor, faz 2.338 anos que Alexandre deixou para trás aquele belíssimo local e, por isso, deixo aqui a minha homenagem ao nascimento de Alexandria e à audácia de Alexandre Magno».


Alexandria, tal como o seu velho Farol, (obra de Emad Victor SHENOUDA) continua hoje a ser um Farol do mundo, através da sua Biblioteca 


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quinta-feira, 1 de maio de 2003

Cerco de Tiro


... por Alexandre Magno.

Fui ao baú do Quico e tinha lá isto. Mas tem ainda mais!

Já vos contei, por aqui, algumas histórias que ouvi ao Ventor sobre as guerras de Alexandre Magno. Creio que já vos falei no essencial das grandes batalhas terrestres dos macedónios de Alexandre, contra os persas de Dario, como a Batalha de Granico, a Batalha de Isso, a Batalha de Gaugamela, a Batalha de Hidaspes, ... mas, quase ninguém liga às batalhas navais de Alexandre.

Mas o Ventor falou-me de vários cercos à cidade fortaleza de Tiro, levados a cabo por várias potências do mundo antigo e alguns duraram alguns anos e, por várias razões, as forças sitiantes tiveram de levantar o cerco e retirar.

 

O Ventor contou-me que, o cerco de Alexandre à Fortaleza de Tiro, durou cerca de sete meses (foto Wiki)

Alexandre Magno, decidiu levar a guerra aos persas, por razões já explicadas noutras histórias que vos contei, mas ele sabia que, avançando com as suas forças pela Ásia Menor, apoiado pelos estados gregos (excluindo Esparta), deixara para trás, poderosos inimigos (e, alguns deles, já estavam à frente a apoiar os persas) que não viam com bons olhos a ascendência do macedónio na gestão política da coisa grega. Assim pensava que as suas forças deviam atacar numa abrangência total, não descorando, portanto, o poder naval dos seus inimigos persas e, também, o poder naval dos aliados dos persas.

A Fortaleza de Tiro, situada numa pequena ilha frente à costa da Fenícia (territórios que hoje formam o Estado do Líbano), separada do continente por cerca de 700 mts de mar com uma profundidade de cerca de dois metros nesse local, tinha sido, através dos séculos, praticamente inexpugnável e, conquistando-a, ele obteria uma base estratégica de grande importância para a sua caminhada na guerra, entre os gregos e os persas.

As cidades fenícias do continente, como Arado, Biblos e Sídon, acabaram por aceitar o domínio macedónio. Tiro enviou aquilo que hoje poderíamos chamar uma comissão ao encontro de Alexandre e comunicaram-lhe que os tirenses obedeceriam a tudo que Alexandre ordenasse e Alexandre concordou e disse aos enviados de Tiro que pretendia entrar na cidade e homenagear Hérculos (o Melkart dos tirenses) por aculturação. Os tirenses disseram que obedeceriam às outras propostas de Alexandre mas não admitiriam, nem persas, nem macedónios, na sua cidade. Ora Tiro, tinha uma poderosa frota naval na época e a sua flotilha, a mais forte da frota de Farnabazo, o Comandante Naval dos Persas e, essa frota era ainda apoiada por Cartago, a sua colónia, onde hoje fica a Tunísia.

Mas, Alexandre, tinha uma estratégia bem delineada! Como o Ventor fazia as suas caminhadas por aquela zona, ia observando o comportamento dos beligerantes em confronto e, Alexandre, sabendo disso e sabendo que os tirenses também não tinham vontade de permitir ao Ventor, entrar na sua cidade fortaleza, convidou o Ventor a assistir a um discurso político-militar que ia fazer para os seus generais, onde explicaria tudo sobre a sua estratégia. Alexandre explicou que tinham de avançar sobre a Pérsia na perseguição de Dario até o vencer mas, deixar a grande frota persa à vontade, no Mediterrâneo, apoiada por bases como Tiro, Chipre e Egipto, seria entregar o ouro aos bandidos. Segundo Alexandre, essa frota com alguns reforços e com a possível colaboração de Esparta e a indecisão de Atenas, poderia voltar à Grécia onde lançaria novos campos de batalha, obrigando Alexandre a desviar-se do seu objectivo ou a dividir as suas forças. Também não seria boa ideia avançar rumo ao Egipto e deixar atrás, a frota de Tiro a ameaçar a sua retaguarda e as suas linhas de comunicação


Foi a guerra total para a época, nesta pequena ilha, frente à costa da Fenícia (foto Wiki)

Por essas e outras razões, haveria a necessidade absoluta de capturar a cidade fortaleza de Tiro e a sua frota, obter o apoio das frotas da Fenícia e de Chipre, fosse porque meios fosse e conquistar o Egipto, obtendo, assim, a talassocracia completa nos mares, com a frota greco-macedónica a comandar os apoios das marinhas fenícia, cipriota e egípcia.

Todos se convenceram do hêxito desta estratégia e, Alexandre, mais ainda, quando sonhou que Hércules o guiaria até à cidade de Tiro.

Este cerco durou de Janeiro a Julho do ano de 332 A.C. e disse-me o Ventor, foi um terrível cerco, cheio de engenhosidade e heroísmo entre os beligerantes, mas o seu amigo Alexandre levou a melhor. Alexandre trabalhou ao lado dos seus homens, na construção de um aterro com cerca de 700 metros que permitiria levar as catapultas até perto das muralhas, mas os tirenses com as suas catapultas, arqueiros e trirremes, infligiram baixas nos homens de Alexandre e fizeram interromper os trabalhos. 

Porém, Alexandre que mandou construir torres de duas rodas, atacou as muralhas de Tiro e as trirremes com tiros de catapulta, conseguindo fazer o aterro e aproximar-se das muralhas mas os tirenses usando um enorme brulote incendiado e empurrado em direcção do aterro, incendiou as torres e as tropas de apoio incendiaram todos os equipamentos de cerco das forças de Alexandre.


Mas, os macedónios e os gregos, comandados sempre por Alexandre, ficaram os senhores da ROCHA (foto Wiki)

Alexandre deixou os seus homens na construção de um aterro mais largo, mais equipamentos de cerco e torres e, como os tirenses dominavam o mar, Alexandre foi em busca de trirremes para reforçar a sua marinha e, assim, pelo verão de 332 A.C., 80 navios de guerra fenícios e 120 navios de guerra cipriotas, submeteram-se a Alexandre que adoptara uma atitude pacífica de liberalização das suas gentes, reunindo uma poderosa frota naval na cidade de Sídon a cerca de 30-40 kms de Tiro e não descorando a segurança das madeiras dos cedros do Líbano.

Os tirenses lançaram rochedos junto às muralhas para que os barcos de Alexandre não se aproximassem das muralhas, mas Alexandre mandou arrastar essas rochas de lá e navios carregados com vários equipamentos de cerco atacaram as muralhas da grande fortaleza. Os tirenses lançaram um ataque à frota cipriota num dos seus ancoradouros com algum sucesso, mas Alexandre interceptou-os e destruiu a maior parte deles, ganhando assim o controlo do mar e entretinha as suas forças a testar vários pontos da muralha para um futuro ataque, ao mesmo tempo que mantinha os tirenses sob uma tensão psíquica destruidora.

Assim, depois de tanta pressão, os fenícios destruíram os botalós que bloqueavam um dos ancoradouros e destruíram os navios tirenses. Os cipriotas capturaram mais um ancoradouro e conseguiram entrar na cidade enquanto os macedónios com as suas máquinas de cerco, em navios e torres, destruíam as muralhas e iniciaram o assalto cheios de ódio por os tirenses terem matado os macedónios aprisionados e os terem lançado ao mar, em frente do seu acampamento. No final da contenda, foram calculados 8.000 tirenses mortos e o resto da população, cerca de 30.000, feitos escravos e os macedónios terão tido cerca de 400 mortos e cerca de 3.000 feridos.

O Rei de Tiro, os seus nobres e alguns cartagineses enviados para proteger Tiro, numa missão sagrada, foram perdoados junto ao altar de Hércules.


O Herácles grego, ou Hércules romano, ou MelKart dos tirenses, frequentemente chamado Baal, era o Senhor de Tiro (foto Wiki)

Depois de destruída a fortaleza de Tiro, Alexandre seguiu para o Egipto, onde se proclamou Faraó, tarefa nada difícil porque os egípcios tinham alguma consideração pelos gregos e consideraram que os gregos os foram libertar dos persas dominadores.

Foi a partir da tomada de Tiro que Alexandre Magno se dedicou à rababa. Pode ver aqui, Alexandre e a Rababa


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