segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Uma Caminhada, em Sonhos

 Ventor 10.01.11

Há dias, tive um sonho de que já dei um cheirinho.

Continuo a sonhar muito e, neste sonho, voltei a sonhar com o meu cavalo Antar.

Sonhei que me apareceu um anjo enviado pelo Senhor da Esfera para me levar daqui, do meu Planeta Azul, para os confins de galácticas sem fim. Mas, mais uma vez, por toda a Esfera Universal, a cor predominante era o azul.

Numa determinada altura, a esfera não era esfera, era bem plana e os tons azuis eram quase 100%, por onde quer que eu olhasse. Foi então que me apareceu o tal bicho peludo (tipo processionária) todo azulinho e, de seguida, vejo a Gisela a pegar num escorpião todo azulinho. Foi aí que tive um grande diálogo com o escorpião e que ele me garantiu que não a picaria, para me manter descansado. O Anjo assitia a tudo e não fazia nem dizia nada!

Eu caminhava no meio de tudo azul e o Anjo, num tom branco azulado, sentia-se aborrecido por eu fazer essa caminhada muito contrariado. Por fim, quase a explodir, de contrariedade, já chateado com o Anjo, acabei por me revoltar com aquela minha passividade de cordeiro. À minha frente, aparece o Antar branquinho e muito triste e o Anjo resolveu falar: "tem calma Ventor que eu cumpro ordens do Senhor da Esfera. O Antar está triste e tu também mas, o Antar só vai carregar a tua alma, todo o peso do teu corpo vai ficar aqui"!

O Antar levantou as orelhas e espevitou. Um pouco afastado apareceu um homem de crânio alongado, semelhante à caveira de cristal do Indiana Jones, com uma armadura de cristal em ton azul-esbranquiçado, como o espaço plano envolvente. Só o Antar, ali, era realmente branco!

Quando observei o homem de Akator (influência do filme, será?), achei-o com propósitos belicistas. O Anjo, não tinha dito mais nada além do facto de que a minha alma não pesaria ao Antar! Olhei bem o Antar e, concluí, que ele era mesmo o meu cavalo e achei o anjo e o homem de Akator cúmplices de algo que estaria para além do Senhor da Esfera me querer tirar do Planeta Azul.


Se esta foto fosse azul, quase parecia o homem de Akator do meu sonho

Mais uma vez, o Antar me tirou de junto daqueles falsários. Saímos daquele espaço plano e entramos num espaço esférico, onde realmente pertenço. Ao chegar aqui, fui ter a uma casa, com dois andares, com uma escada exterior e vi um escorpião escuro a passar junto do Antar e, quando eu ia saltar do patamar para o quintal, o escorpião piscou-me o olho como a dizer-me que estava tudo bem e eu acordei no momento que ia dar o salto do patamar para o quintal ficando só, sem Antar, sem escorpião, sem nada.


1 comentário

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Jesus de Nazaré


Um dia tive um sonho!

Nesse sonho, o Senhor da Esfera, dizia-me que eu era o Oitavo, na Esfera Celeste. Foi tão real que, muito tempo, fiquei a pensar nisso!

Doutra vez, sonhei com o Antar, o meu cavalo branco que faz tudo. Coiceava viaturas cujos ocupantes me queriam matar. Eu só me preocupava com as pessoas que podiam levar com os carros em cima mas, o Antar pôs-me à vontade.

Tenho tido muitos sonhos com esse belo cavalo, no último andamos a caminhar por Adrão.

Há duas noites sonhei que estava do lado do Gondomil, na estrada a ver Adrão a arder. Todas as casas ardiam do cabo do Eido ao Eirado e a fogueira era de tal ordem, que me parecia, só ficariam cinzas.

Claro que são apenas sonhos, mas uma parte da minha vida tem sido completada com sonhos e pesadelos.

Pormenor do Presépio do Hospital da Luz, em Lisboa - Natal de 2010

Uma vez, em Moçambique, sonhei com os companheiros da caminhada contrária - a Frelimo - ou, como a gente dizia - os turras! Eles estavam a colocar morteiros para nos bombardearem, em Marrupa. Felizmente, não se entendiam bem com esses brinquedos! No dia seguinte, pensando no meu sonho, fui ao local, por onde nunca tinha passado. Peguei na G-3, no Zorba, na Diana preta, no Bolinhas e fomos fazer uma das nossas caminhadas. Subir o pequeno morro, que se situava do lado de Marrupa, relativamente perto da nossa pista. Lá estavam os sinais todos, daquilo que o meu sonho me mostrou. O terreno pisado, o local onde colocaram, pelo menos, um morteiro que especialistas do Comando do Sector "E" confirmaram. Não estavam os homens nem os morteiros (no meu sonho, eram dois!) mas, estavam os sinais de todo esse reboliço.

Agora tive mais um sonho depois de ter escrito o post anterior: "Foi assim há muitos Anos"!

Vejam fotos aqui

Logo de seguida sonhei com mais uma caminhada por Belém, por Jerusalém, ... com o nascimento do Menino, com os animais, com as pessoas e com as caras destas cheias de medo, poderei considerar de terror. Os judeus, os falsos judeus, os árabes, os romanos e o medo do povo de Belém devido a outros judeus, aos romanos e a Herodes. Um sonho confuso mas dentro dos preâmbulos relacionados com o PRESÉPIO.

No dia seguinte, eu e a minha companheira de muitas caminhadas, tivemos de ir ao Hospital da Luz e mal saí do elevador e pus os pés na Recepção, a primeira "coisa" que vi foi o Presépio e a árvore da Natal ao lado.

Dirigimo-nos para o balcão e, voltei a olhar o Presépio. Encaminhei-me para ele e observei toda aquela obra de arte. Voltei ao balcão da Recepção e perguntei à mocinha que nos atendeu, que acha que pode acontecer se eu pegar na minha máquina, voltar ao Presépio e começar a disparar, fazendo umas fotos? Os seus patrões são mauzinhos?

"Então! Chega lá, tira as fotos, muita gente tira"!

É isso que vou fazer! Fui lá e tirei 3 fotos. Subimos ao primeiro piso, ao médico e, quando voltamos a descer, reiniciei a metralha de clicks! E fiz um videozito que vos deixo aqui.

 O presépio do Hospital da Luz, no Natal de 2010


2 comentários



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Foi assim há muitos anos


Num dia frio, há anos atrás, o Ventor contou-me uma história. Mais uma história que faz parte da sua Caminhada de Sonhos e, por isso, faz parte, também, da sua Grande Caminhada.

Uma pintura de Belém, em 1882

A minha Dona, fazia a Árvore de Natal, e eu parti-lhe duas bolas. Depois começou a fazer o Presépio e eu virei o Menino Jesus, nas palhinhas, com as unhas.

Depois o Ventor chegou e eu pensei fugir mas, ele apanhou-me, apertou-me contra o seu peito e fez-me muitas festas. Depois explicou-me porque a Dona gostava de fazer a Árvore e o Presépio, pelo Natal. Ele disse-me:

«Sabes Quico! Vou-te contar mais coisas sobre as minhas caminhadas.

Este mundo é muito complicado. No princípio, como já sabes, vivia na escuridão e, como também sabes, só a luz termina com a escuridão. Mas o mundo que saiu da escuridão total, na sua evolução, passou por vários ciclos. Ciclos de calor e ciclos de frio, ciclos de escuridão e ciclos de Luz. Nesses ciclos, tudo se mantém em movimento e, até nos ciclos de escuridão porque tem passado a humanidade, esse movimento é real.

Houve, através dos milénios, ciclos terríveis em que a humanidade vivia tal como os outros animais, escondida nas cavernas, mas pouco se sabe desses tempos. Não havia escrita, não havia papéis, não havia papiros, ... enfim, podemos acreditar que terão sido muitos os ciclos negros da Humanidade. Mas lá está! De vez em quando, fazia-se alguma luz na cabeça das pessoas de então. Tal como hoje, haviam homens que pensavam nas coisas, como transformá-las, como mantê-las, como usá-las, como 

Se tu veres bem, pelo que eu te tenho contado, a vida no mundo, no nosso mundo antigo, como neste nosso mundo moderno, foi sempre uma vida de guerras, de mortes, de escravidão dos mais fracos, pelos mais fortes. Mas, houve sempre homens, enviados pela vontade do Senhor da Esfera para dar um pouco de Luz à humanidade, para lhe inculcar na cabeça, novas maneiras de pensarem e actuarem. Foi assim com Confúcio, com Buda, com Cristo. Um dia falar-te-ei dos outros mas, hoje, falo-te daquele que levou a Dona a lembrar-se Dele, nesta época, para lembrar às pessoas que ele ensinou todos a comportarem-se bem perante os seus semelhantes».

O local onde nasceu Jesus

E o Ventor continuou a ensinar-me mais coisas do Jesus de Nazaré, Aquele a Quem chamaram Jesus Cristo.

Disse-me, o Ventor que, num mês de Dezembro de há cerca de 2000 anos, pouco mais, chegava, ele a Belém, uma cidadezinha da Palestina e, encontrou nas alturas, uma estrela muito especial. Ela brilhava tanto que deixou as pessoas com receio de que as coisas, na esfera azul, pudessem correr mal. O Ventor estranhou o comportamento do Antar, rodopiando sempre, obrigando o Ventor a manter os olhos firmes nessa estrela. Mais pessoas estavam de olhos no céu a ver a estrela brilhante e o Antar, sempre rodopiando, acabou por ir encostar-se de rabo, contra as costelas do Camelo de um tal Baltazar, um amigo do Ventor. Os dois companheiros de grandes caminhadas pelos desertos tórridos e gelados do Médio Oriente de então, acalmaram-se e ficaram ali observando tudo, em volta, partindo o Baltazar e o Ventor até uma cabaninha que ali estava. Mal o Ventor entrou no estábulo dessa cabaninha, viu um Menino muito pequenino a tiritar de frio e a vaquinha, o burrinho, as ovelhinhas, os seus pais e mais algumas pessoas, à sua volta, a tentarem dar o pouco aconchego que podiam.

O Presépio

O Ventor viu-se mal para entrar a porta porque o seu arco foi-se encravar na aldraba e uma das pontas num buraco mais acima. O Ventor que ainda não sabia o que se passava, ficou um pouco envergonhado por levar aquela coisa com ele em vez de o deixar à guarda do Antar, mas a distração é a morte do artista e mais acabrunhado ficou quando viu um menino recém-nascido, cheio de frio, sorrindo com a sua trapalhada e, mais ainda, quando aquele Menino, complementando o sorriso, lhe piscou o olho!

Mas o Ventor contou-me que tudo foi tão complicado que, se calhar, nem lembraria ao diabo tudo aquilo. Em tão pouco tempo, o terror espalhou-se pela bela cidade de Belém e não só. Houve perseguições a todas as crianças até dois anos, por um Rei anedota, chamado Herodes, que tinha medo que aquele Menino lhe usurpasse o trono. Herodes mandou que todas as crianças abaixo de dois anos fossem assassinadas, para o Menino Jesus, que diziam que vinha herdar o Reino de David, não pudesse sobreviver. 

Os cavaleiros e soldados de Herodes, todos os meninos barões que encontrassem, decapitavam-nos logo. O Ventor que ficou ali por Belém, mais algum tempo que o que pensava, ainda pensou interferir com os cavaleiros de Herodes que calcorreavam as ruas empedradas de Belém, mas o Senhor da Esfera, pediu-lhe para não interferir nem com o Antar nem com o seu temível arco.

A Igreja da Natividade

Mas a Mãe do Menino Jesus, conseguiu fugir para o Egipto com ele e Herodes com a sua trupe, não o apanharam.

O Ventor contou-me muitas coisas sobre esse Menino, o seu crescimento, a sua vida de criança, a sua vida de homem e a lição que ele deu aos doutores, no Templo, só com oito anos. O Ventor disse que iria contar-me muitas mais histórias e que apenas queria que eu soubesse porque a nossa Dona tinha tanto trabalho a fazer uma Árvore de Natal e um Presépio.

Disse-me, também, que, apesar de nunca ouvirmos dizer que o Menino Jesus tenha pegado em gatos ao colo como faz o Ventor, o Ventor disse-me que Ele tinha tanta preocupação com os animais como com os homens e que a harmonia do mundo só existe se houver harmonia entre os próprios homens e entre estes e os animais. Mas como podemos ver todos os dias, muitas das pessoas de hoje, como as de ontem, nunca ligaram aos bons ensinamentos pregados por Jesus, para que essa harmonia fosse geral entre os homens, quanto mais entre os homens e os animais.

Agora eu prometi ao Ventor não voltar a mexer nas coisas da minha Dona e nunca mais vou estragar nada.

Voltarei a contar-vos, por aqui, na Net, algumas das histórias que vou ouvindo ao Ventor e deixarei aqui, também, os votos de Boas Festas e de um Santo Natal para todos os que por aqui passarem.

Não se esqueçam que o Ventor também me disse que este espírito natalício deve permanecer no nosso coração, o ano inteiro.

Um solinho lindo num dia de Natal

BOM NATAL e BOAS FESTAS, minha gente!!!

Que o Senhor da Esfera esteja sempre convosco


Uma das árvores de Natal do Quico. Era tão bom mexer naquelas bolinhas!

BOM NATAL


2 comentários

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Cativeiro de Babilónia

  Ventor 26.11.10

Durante as guerras de Nabuco com o reino de Judá, houve duas deportações de judeus para Babilónia.

A primeira deportação foi levada a efeito quando da rendição voluntária do rei Joaquim, de Judá, em 598 A.C., para evitar a destruição da cidade de Jerusalém e do seu Templo. Mas, por razões várias, especialmente a insubordinação dos judeus à tirania babilónica, de Nabucodonosor, este, cerca de 11 anos depois, voltou a cercar Jerusalém (587 A.C.) e, ao fim de 18 meses de cerco, tomou a cidade, que arrasou e destruiu o seu Templo, deportando mais judeus para Babilónia. Assim, os judeus ficaram cativos, em Babilónia, entre 48 a 60 anos. Os primeiros deportados na rendição do Rei Joaquim ficaram cativos dos babilónios, 60 anos e os segundos deportados quando da destruição de Jerusalém e do Templo, cerca de 48 anos.

Mas eis que, o Senhor da Esfera fez nascer uma criança iluminada, lá pelo planalto iraniano!

Podia ser assim! O Senhor ordenar a Ciro a libertação dos espezinhados!

Foram as vozes dos anjos que levaram a boa nova desde o Eufrates ao Jordão e, mais tarde, essas vozes, embrenharam-se nas pétalas das flores que, levadas pelos ventos e semeadas pelas correntes dos rios e dos mares, sopradas pelo bafo de Eolos e iluminadas pela luz e sabedoria do meu amigo Apolo, correram todo o mundo até o meu amigo Verdi as recordar na sua música, procurando, também com elas, recordar aos italianos que, deveriam juntar-se na saga da sua luta contra os austríacos, os seus "babilónios". Esta música pode ser, em todo mundo, uma mensagem contra todas as tiranias.

O avô dessa criança, o rei dos Medos, teve um sonho e os sacerdotes, seus concelheiros, lhe disseram que iria ter um neto que tomaria o lugar de rei dos medos e todo o mundo, em redor. Mas o rei não queria um neto que os augúrios lhe diziam viria a ter mais poder do que ele. Por isso, Astiages, rei dos Medos e avô de Ciro II, o Grande, entregou o seu neto ao seu mordomo Harpago e ordenou-lhe que o levasse e o matasse nas montanhas.

Harpago, ao observar a criança, concluiu que era muito linda e achou disparatada a ordem do seu rei. Por isso, em vez de matar a criança, deu-a a um pastor para tomar conta dela. Mas Astiages acabou por descobrir a traição! Por isso, mandou matar o filho de Harpago e deu-lho a comer num jantar e Harpago apenas teve conhecimento do que fora o seu jantar quando, no fim, lhe entregaram a cabeça do filho numa bandeja.


O túmulo de Ciro II, o Grande, em Persagade, fundador do Império Persa, libertador do povo judeu do Cativeiro de Babilónia - foto tirada da Wikipédia, da autoria de Truth Seeker 

Entretanto, Ciro tornou-se rei dos persas e, Harpago liderou uma revolta que derrotou Astiages e o levou prisioneiro perante Ciro II. Ciro perdoou a vida ao seu avô (terá tido a mesma atitude que César teve mais tarde quando disse: "longa vida aos meus inimigos para que assistam de pé à minha vitória"! Por isso, Ciro perdoou a vida do avô mas avançou sobre o reino dos medos e tomou Ecbatna, a sua capital, arrastando com ela todo o território da Média. De seguida virou-se para os inimigos dos medos, tomou o Reino da Lídia, e todo o território até ao Turquestão de hoje. Por fim, preparou tudo para tomar o Reino de Babilónia e conseguiu-o.


Ide, reconstruide Jerusalém e o vosso Templo

Ciro tinha uma missão atribuída pelo Senhor da Esfera. Tomar Babilónia e libertar os escravos judeus. Assim, em 539 A.C., Ciro tomou o Reino de Babilónia e em 537, dois anos depois, ordenou que os judeus fossem autorizados a regressar à sua terra e reconstruir o seu Templo.

Assim, Ciro ficou com dois povos agradecidos pela sua atitude, o Reino de Judá e os Fenícios que sempre lhe agradeceram terem tomado Babilónia o que permitiu aos fenícios viverem em paz. Como os fenícios tinham uma boa força naval para a época, essa força esteve sempre ao serviço dos persas até que o meu amigo Alexandre lhe pôs termo, cerca de 200 anos depois.

Ciro, o Grande, morreu numa batalha contra os Massagetas, um povo persa que tinha os seus pousios entre o mar Cáspio e o mar Aral, sucedendo-lhe seu filho Cambises do qual falaremos, por aqui, mais tarde.

O que nos ficou de Ciro II, o Grande, foi a conquista do neo-Império Babilónico, a libertação dos judeus, a unificação dos povos persas e medos, a tolerância religiosa, a permissão de que fossem os príncipes locais a administrarem os seus povos e não permitir que os poderosos escravizassem seus súbditos.

Agora, com Cambises, Xerxes e Dario, vêm aí as guerras persas contra a Grécia. 


3 comentários

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nabuco

 Ventor 17.11.10


Nabuco, foi assim que Verdi lhe chamou, era filho de Nabopolassar, velho amigo do Ventor e ficou conhecido na história por Nabucodonosor II o 2º Rei do Neo-Império Babilónico (reconstituído por Nabopolassar). Disse o Ventor ao Quico e ele assim escreveu: 

«Nabucodonosor II, sucedeu a Nabopolassar, seu pai e governou os destinos da bela cidade de Babilónia e seu império, durante 43 anos, entre 604 A.C. e 562 A.C.. Ele sucedeu a seu pai, Nabopolassar, e começou logo a sofrer duma doença conhecida, em todo o mundo, como megalomania.

Não gostava dos judeus e lembrou-se de alargar o império Babilónico, herdado de seu pai, Nabopolassar, amigo do Ventor que, anos antes, se havia revoltado contra o rei Assírio com a ajuda do Ventor e de outros.

Nabucodonosor II, é o mais conhecido governante do Império Neo-Babilónico. Fez um tratado com o Rei da Média, Ciáxares, velho amigo de seu pai, no qual estava previsto o seu casamento com sua filha Amitis, princesa dos Medos, realizado em 612 A.C..

Depois de considerar, em segurança, a sua retaguarda, reforçada pelos Medos, decidiu alargar as suas fronteiras, em direcção do Egipto e decidira destruir o estado tampão de Israel, bem como tudo que encontrasse pela frente. Mas foi a conquista do Reino de Judá que tornou o Rei Nabucudonosor famoso, devido à destruição de Jerusalém e do seu Templo, em 587 A.C..

Mas Nabucodonosor ficou também famoso pelas suas construções levadas a cabo na velha cidade de Babilónia, entre elas, os seus Jardins Suspensos, uma das sete maravilhas do mundo antigo.


 Os jardins suspensos de Babilónia, construídos por Nabucodonosor II (um desenho imaginativo tirado da Wikipédia)

Esses jardins terão sido construídos para consolar Amitis a esposa meda de Nabucodonosor II (filha de Ciáxares) que, segundo alguns amigos do Ventor lhe disseram, então, vivia com saudades da sua terra, dos seus campos e florestas. O Ventor nunca acompanhou muito bem o reinado de Nabuco, porque ele era diferente de seu pai Nabopolassar que, apesar de se revoltar contra os assírios e ter travado várias batalhas em defesa da velha Babilónia, era um homem com tendências de paz, coisa que Nabucodonosor não sabia o que era. Nabuco, era um rei com tendências sanguinárias e obcecado pela destruição do velho Templo de Salomão, o que conseguiu.

Fora isso, ele transformou a velha cidade de Babilónia, na rainha do Oriente, um belo centro cultural, comercial e, talvez, na linguagem de hoje, um grande centro financeiro do mundo do seu tempo.

Entre as suas grandes construções arquitectónicas, além dos Jardins Suspensos, construiu um canal de defesa a ligar os rios Tigre e Eufrates, a 40 kms de Babilónia, cercado por um muro em toda a sua extensão - o Muro dos Medas, cercou Babilónia por um sistema de muralhas duplas, reconstruiu os seus templos e construiu um Zigurate com cerca de 90 metros a que quis chamar de nova Torre de Babel, imitando a outra construída por Nemrod.

Nabucodonosor era um líder cruel. Ele pensou expandir o seu império para SW e iniciou uma campanha militar contra os egípcios, derrotando-os, em Carquemish (actualmente, a cidade de Jerablus), em 605 A.C., cidade situada na fronteira entre a Síria e a Turquia, perto do rio Eufrates, a cerca de 100 kms a NE de Alepo. A sua campanha contra os egípcios teria a sua razão de ser, pois os egípcios mordiam nos calcanhares dos babilónios, bem perto do rio Eufrates e a batalha de Carquemish, deu-se ainda no tempo de Nabopolassar, amigo do Ventor, que devido a doença grave, entregou o comando do seu exército ao seu filho, como seria natural.

Na sequência da batalha de Carquemish, e da derrota egípcia, deu continuidade à sua linha de acção, rumo a SW e conquistou uma boa parte da Cilícia e da Síria, alargando bem o seu território com essas conquistas e, 604 A.C, Jeoiaquim, Rei de Judá, tornou-se seu vassalo mas, logo de seguida acabou por se revoltar.

Os exércitos babilónicos, cercaram Jerusalém em 598, A.C., Jeoiaquim morreu e sucedeu-lhe seu filho, Joaquim, também conhecido por Jeconias, como Rei de Judá que, acabou por se render, voluntariamente mas, juntamente com grande parte dos seus nobres e povo, foi deportado para a Mesopotâmia e essa deportação ficou conhecida como - Cativeiro de Babilónia.

Sucedeu-lhe, no trono de Judá, seu tio Zedequias mas não se entendeu com os babilónios e, apoiado pela sua corte, aliou-se aos egípcios, contra Nabucodonosor II e revoltou-se. Assim, em 587 A.C., Nabucodonosor II manda invadir o reino de Judá, tomando as suas cidades fortificadas e cercou Jerusalém durante 18 meses, acabando por destruir a cidade e o seu Templo.

A Jerusalém de hoje. A velha Jerusalém, nesta história, foi destruída por Nabucodonosor II

Nabuco, aniquilou os Fenícios, cercou a cidade de Tiro durante 13 anos, de 585 A.C. a 572 A.C., e obteve um poder hegemónico no Oriente Médio, conquistando tudo até ao Mar Mediterrâneo. Porém, a cidade de Tiro, já então com uma poderosa marinha, aguentou-se firme e, as forças de Nabuco foram obrigadas a retirar ao fim de 13 anos de cerco. A famosa cidade de Tiro, defendida por poderosas muralhas, aguentou firme até anos mais tarde sofrer o cerco de Alexandre, o Grande, caindo ao fim de 7 meses de luta, 240 anos depois depois do cerco de Nabuco, perante a intrepidez macedónica.

Mas depois da sua morte e sem sucessor, com a força de Nabucodonosor, os babilónios caem diante dos exércitos persas, em 539 A.C., comandados pelo Rei Ciro II da Pérsia, conhecido na história como Ciro o Grande, que mandou desviar o curso do rio Eufrates para conseguir penetrar na velha cidade de Babilónia».


2 comentários