sábado, 9 de fevereiro de 2013

Machu Picchu

 Ventor 09.02.13

Caminhando, rumo a Machu Picchu, sonhando.

E o Ventor continuou a informar-me (ao vosso amigo Pilantras), tal como já tinha feito com o Quico, do que tinha fixado com os seus passeios por Cusco e disse-me:

No dia seguinte, após mais um duche e o pequeno almoço, espreitei pela janela do hotel e lá estava o Bus que nos levaria dar mais uma volta por Cusco e arredores, por onde observei algumas ruínas incas.

Eu apanhei pouco mas, por sorte, encontrei um resumo do Quico.

O lama observa tudo, 2430 km em redor do rio Urubamba 

E continuou:

«O Guia falava em castelhano e, não fosse eu levar a lição estudada, o que faço sempre que parto para uma missão, e não catrapiscaria nada mas, nestas circunstâncias, até me podem falar em chinês. Os mapas e roteiros já estavam na minha cabeça.

Chegado da volta do Bus, uma pequena caminhada pela Praça de Armas de Cusco, mais uma olhada sobre os seus horizontes, jantei e instalei-me, mais uma vez, com os mapas e roteiros sobre a mesa, que uma mão ia virando e revirando, enquanto a outra segurava mais um copo de pisco sour. Por fim, quando dei por mim, já catrapiscava os olhos e deitei-me. Dormi tranquilamente umas partes da noite e, nos intervalos, ia sonhando com o Vale Sagrado dos meus amigos Incas e o seu belo rio Urubamba.

Vale Sagrado dos Incas e o rio Urubamba

De manhã, levantei-me, tomei o meu duche, o pequeno almoço e, ainda muito cedo voltei à Plaza d'Armas de Cusco, onde desentorpeci as pernas e, um pouco depois, iniciava a minha nova viagem rumo a Machu Picchu.

Claro que a minha viagem a Machu Picchu não constava dos roteiros turísticos comprados pelo caminho ou em Cusco. Tratou-se apenas de um grande pesadelo que mais pareceu uma tortura. Fiquei desapontado com o trajecto do rio Urubamba. As imagens eram belas, o rio também mas, a subida para Machu Picchu foi tenebrosa. Os incas eram terríveis! O caminho era péssimo, feito tipo calçada com cerca de 50% da sua largura, já de si muito estreita, a desfazer-se sobre o abismo. Mas a caminhada prosseguia, entre incas amigos e incas hostis. Uns ajudavam-me na subida, outros queriam que eu me espatifasse nos precipícios sobre o rio Urubamba.

Cidade Inca de Macchu Picchu 
Mas cheguei a Machu Picchu!
Nas minhas caminhadas encontro sempre, gente boa e gente má. Neste caso entre os próprios índios incas, havia de tudo. No entanto, subi e desci os socalcos de Machu Picchu, entre uns e outros e, o melhor de tudo, foi ver o milho crescer, a água das regas rumava ao seu objectivo e, os barbos dos milhos cresciam entre os folhatos, nas pontas das espigas. Tirei deste sonho-pesadelo, três coisas interessantes. O pisco sour que ainda hoje espero beber um, a beleza das encostas que desciam dos picos andinos até aos meandros do Urubamba e fiquei a saber que, o rio Urubamba se dirigia rumo a norte para se juntar ao Amazonas. Para mim, então, o rio Urubamba, desceria dos Andes para o oceano Pacífico, ali ao lado mas não! Vi, in loco, no meu sonho que a realidade era diferente».
Machu-pichu
A sonhar, o Ventor já tocou nas pedras dos monumentos e templos incas, sentiu que os seus amigos incas, tal como ele, adoravam o seu amigo Apolo, ou Inti, ou ... e que têm uma predileção especial pela sua amiga Diana e, também, pelas suas grandes montanhas - os Andes.
Não é por acaso que, ainda hoje, os incas, todos os dias 24 de Junho, festejam o sol no seu Inti Raymi- Festival do Sol.

Mas o Ventor teve outros sonhos e pesadelos com os seus amigos Incas e já assistiu a um Inti Raymi e eu dir-vos-ei algo sobre eles. Eu sei que, o que o Ventor teria querido era beber o seu pisco sour. Mas na noite do sonho foi ao frigorífico a abanar a cabeça e bebeu o resto de uma caipirinha gelada que, na véspera, dissecara a boca ao Ventor e a um Comandante da Marinha aposentado que lhe falara de almirantes portugueses, da marinha portuguesa, dos cascos dos navios e outras coisas. Depois de barcos, de marinha, de cascos, etç., o Ventor acabou por ir passear para o centro dos seus amigos incas!

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Primeira Cruzada

 Ventor 20.07.12

A primeira cruzada teve origem num pedido de ajuda do então Imperador de Constantinopla ou do Império Bizantino, de nome Aleixo I Comneno, que enviou uma embaixada ao Concílio de Placência que decorreu de 1 a 5 de Março de 1095 a pedir ajuda ao Papa Urbano II.

O império Bizantino ia lutando em todas as frentes, vencendo e perdendo batalhas nas suas fronteiras e, perdida a cidade de Niceia para os turcos Seljúcidas, o Imperador Aleixo apercebeu-se que só com a ajuda de mercenários enviados do Ocidente, via o Papado, poderia enfrentar os seljúcidas.

O Papa Urbano II, não perdeu tempo e inaugurou um concílio em Clermont onde prometeu indulgência a todos os que fossem levados a lutar contra os infiéis e morressem a libertar a cidade de Jerusalém. Todos os que morressem na luta pela libertação da Terra Santa, teriam um lugar no Reino do Céu. Urbano II foi, então aclamado por toda a multidão presente nesse concílio e, a partir daí, iniciou-se uma mobilização para levar a luta contra todos os pagões e, mais especialmente contra os muçulmanos.
Porém, os judeus foram os primeiros a pagar a factura do paganismo sendo perseguidos até à morte em várias regiões da Europa.
Logo após o Concílio de Clermont, multidões de cruzados populares iniciaram a sua partida para Constantinopla dirigidos por Pedro o Eremita e o cavaleiro Gualtério Sem-Haveres, uns meses antes da Cruzada dos nobres, tinham partido para Constantinopla constituindo cerca de 40.000 peregrinos, de onde seguiram, via Anatólia, para conquistar a Terra Santa mas começaram a ser chacinados pelos turcos seljúcidas, logo que atravessaram o Bósforo.
Os nobres franceses e outros, iniciaram os seus preparativos para rumarem à Terra Santa, via Constantinopla. Os seus preparativos terão levado mais tempo do que os cruzados populares pois tudo seria mais planificado para uma estratégia vencedora. 
Assim, Godofredo de Bulhão, partiu acompanhado por um exército da Lorena, pelos seus irmãos, Balduino de Bolonha, Eustâcio III de Bolonha e, por Roberto II da Flandres e os seus flamengos;
Raimundo IV de Tolosa, partiu acompanhado pelos cavaleiros da Provença;
Roberto II da Normandia, irmão do rei da Inglaterra e Estevão de Blois, neto de Guilherme I de Inglaterra, partiram acompanhados por um contingente formado por indivíduos do norte da França;
Hugo I de Vermandois, irmão de Filipe I da França, partiu como o portador do estandarte papal;
Boemundo de Taranto, líder dos normandos do sul da Itália, velho inimigo do império de Bizâncio também partiu rumo a Constantinopla.

Foi a chamada cruzada dos nobres, dos cavaleiros ou dos barões que conseguiram organizar forças militares com cerca de 35.000 homens, 5.000 dos quais cavaleiros e demais acompanhantes, num total de cerca de 60.000 homens e mulheres, contando com os cruzados populares. Muitos destes nobres levavam familiares!

À chegada a Constantinopla de mais uma trupe de milhares de pessoas, o imperador que já havia encaminhado as cruzadas populares do Pedro o Eremita, para a Anatólia, onde terão sido chacinados pelos turcos seljúcidas, recebe desta vez os comandantes nobres que encabeçavam as cruzadas e faz uma negociata com eles de lhes fornecer alimentos, desde que eles entregassem ao Imperador todas as terras que fossem conquistadas do lado de lá do Bósforo.  
Cercada Niceia, que se encontrava em poder dos turcos seljúcidas e deu origem ao pedido de ajuda de Constantinopla ao Papa Urbano II, acabou por cair nas mãos das forças de Constantinopla pois os turcos seljúcidas preferiram negociar com as forças do Imperador do que com os cruzados. Uma bela manhã, os cruzados ergueram a cabeça e o estandarte imperial flutuava ao vento nas torres do castelo de Niceia. Lá seguiram com o fito de atingir os seus objectivos: alcançar Jerusalém e conquistar a cidade para a cristandade!
Mas ia tornar-se difícil atravessar a Anatólia como veremos a seguir.

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Tempestades Político-Religiosas ...


... como na Primeira Cruzada!

Existia pelas estepes da Ásia Central, uma tribo de nómadas cujo chefe, de nome Seljuque, os orientou por volta de 900, ali pelas zonas onde hoje fica uma ex-república soviética que se chama Uzbequistão, hoje um estado independente.

Alguns desses guerreiros nómadas foram-se deslocando para oeste à procura de melhores territórios.

Cerca de século e meio depois 1070, Alp Arstan, conduziu a tribo até à Arménia onde foi atacada pelo imperador bizantino Romano IV Diógenes, que acabou derrotado pelos Seljúcidas na batalha de Manzikert ou Malazgirt, próximo do lago Van, junto da fronteira com o Irão que, após essa vitória, permaneceram em grande parte do território da Anatólia, hoje Turquia.

Esta batalha terminou com o poder de Bizânco na Ásia Menor e os turcos seljúcidas fundaram um império que foi precursor do império Otomano e em 1078, sob o comando de Xá Malic, conquistaram Jerusalém.

Foi devido à tomada de Jerusalém que a cristandade reagiu e planeou as Cruzadas para voltar a recuperar a Cidade Santa. Um dos erros do turcos Seljúcidas terá sido a destruirão da Igreja do Santo sepulcro.

Um trecho reparado das Muralhas de Constantinopla ou Bizâncio

Mas, enquanto as guerras bizantino-árabes prosseguiram entre os séculos VII e XII, a Europa de Bizâncio, de Roma e da Península Ibérica tornaram-se uma caldeirada de lutas político-religiosas que se expandiram para o Médio Oriente, com os ataques das Cruzadas que foram levadas a atravessar a Europa até Bizâncio, Constantinopla, rumo a Jerusalém que passou a ser a chave de todas as guerras e passou a ser conhecida como o Reino dos Céus.

O ataque das Cruzadas, deveu-se a um pedido de ajuda do Imperador de Bizâncio, Aleixo I Comeno, ao Papa de Roma, na guerra contra os Seljúcidas que haviam tomado a cidade de Niceia na parte ocidental da Anatólia.

Foi assim que tudo fez começar a sangrenta luta das Cruzadas!

As Muralhas de Constantinopla tinham uma extensão de 22 km e eram constituídas por 96 torres com 18 a 20 metros de altura a cerca de 55 metros de intervalos e eram complementadas por um fosso com cerca de 20 metros de largura e 10 metros de profundidade.

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ormuz, no Golfo Pérsico



Ormuz faz parte das palavras sonantes que me avivam a memória!
Já tinha falado por aí de Ormuz, quando da minha caminhada a uma das belezas do nosso mundo, o Taj Mahal - "o Amor de Pedra Feito"; foi o meu velho amigo Gatsby a chamar-lhe assim. Ormuz é uma das tais campainhas que, de vez em quando, ouço alertar o meu cérebro.

 Imagem da Fortaleza de Ormuz
Era uma vez (once open an time), em 1507, nos tempos em que os portugueses desbravavam mundos, um homem intrépido, caminhava sobre as ondas do Oceano Índico, em velhas caravelas, junto às encostas de mundos a que não estava habituado. Descobriu então um estreito a que os homens tinham chamado Ormuz - o Estreito de Ormuz.
"A cidade de Ormuz, situava-se numa pequena ilha a que chamavam Gerum, uma ilha estéril, com uma mina de sal e enxofre, sem um ramo ou uma erva verde como nos contou João de Barros, cidade cujos moradores, no tempo de João de Barros, diziam que o mundo era um anel e Ormuz, a sua pedra preciosa". 

 Mapa do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, é um estreito que faz a ligação entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico. Ormuz tinha uma grande posição estratégica e por ali passavam as riquezas do mundo de então que viajavam desde a Pérsia e seus arredores e da Europa para esses destinos. Todas as mercadorias que viajavam por mar, saídas de Alepo, Bassorá, Arménia e por diante e todas que se dirigiam para esses destinos, passavam por aí, tornando-se Ormuz, uma cidade bastante desenvolvida e abastada para a época.
Afonso de Albuquerque, nas suas escaramuças com árabes e persas, acabou por atacar a cidade de Ormuz e conquista-la, em 1507. Porém não era tarefa fácil mantê-la e, perante a revolta dos Capitães, Afonso de Albuquerque não conseguiu terminar de construir a sua Fortaleza, abandonando Ormuz, onde voltou em 1 de Abril de 1515, já como Governador do Estado da Índia, mandando construir o Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz.


 Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz 
Por ali os portugueses se mantiveram até ao ano de 1622, dia 3 de Maio.
Debaixo da coroa dos Filipes, Portugal teve de lutar contra o Mundo! Os inimigos de Espanha, passaram a ser inimigos de Portugal. Os nossos inimigos que haviam sido mantidos e controlados à distância, os turcos e todos os seus aliados, eram inimigos da Europa e dos interesses europeus por esse mundo fora. Toda a sua ganância foi quase triturada em Lepanto, no mar Mediterrâneo, na maior batalha naval até aos tempos filipinos. Portugal, sendo um reino subordinado ao trono espanhol, tentou manter as suas possessões do Oriente, contra os inimigos da Espanha. Holandeses, Ingleses, Persas e toda a influência dos turcos otomanos.
Em Fevereiro de 1622, os Persas aliaram-se aos ingleses para conquistar Ormuz aos portugueses. Após a queda do forte de Queixome, uma força naval persa, com 3.000 homens e com a ajuda de 6 navios ingleses, colocaram cerco a Ormuz. Os persas tentaram negociar com os portugueses, oferecendo-lhes outra ilha maior e um porto nas costa da arábia, Julfar, que havia sido conquistado aos portugueses por uma força composta por árabes e persas em troca de Ormuz e mais 500.000 patacas. Os portugueses não aceitaram e, em 3 de Maio de 1622, Ormuz passou para as mãos dos persas.
A guarnição e a população portuguesa de Ormuz, seriam cerca de 2.000 pessoas que, após a perda da ilha, foram enviados para Mascate, hoje a maior cidade e a capital do Sultanato de Omã.

Actualmente, passa pelo estreito de Ormuz, mais de um terço do petróleo mundial. 
Esta fortificação foi construída para dar suporte às transacções comerciais na área e ao Forte de Nossa Senhora de Conceição de Ormuz.
Uma vez que Portugal tinha ficado sob o domínio espanhol, na dinastia dos Filipes, a Inglaterra, então inimiga de Espanha, deixou de reconhecer a Aliança Luso-Britânica de 1373 e passou a reconhecer Portugal, devido a isso, como inimigo. Foi assim, que Portugal teve de lutar contra o mundo! Revoltou-se contra a Espanha e, por isso, foi reconhecido e ajudado pelos inimigos de Espanha até à vitória final. A aliança inglesa, voltou a ser renegociada em 1642 e mais tarde em 1661 com o casamento de Carlos II, com a Princesa Portuguesa, Catarina de Bragança.

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terça-feira, 3 de julho de 2012

Batalha de Gettysburg - A Viragem


Faz hoje 149 anos que terminaram os três dias da Batalha de Gettysburg, a maior batalha da Guerra da Secessão e, segundo alguns autores, de toda a história dos Estados Unidos, numa das mais famigeradas guerras civis dos nossos tempos modernos.

Há muitos anos, consegui despender muitos dos meus tempos de leituras, sobre a Guerra Civil americana. De três autores diferentes com três volumes cada um e, estes quatro homens, foram sempre o fulcro dessas obras. Foi o suficiente para, durante o chamado PREC, em 1975, eu nunca esquecer estas caras. Dediquei sempre tempos especiais a Lincoln e a Ulisses Grant, o Comandante que ele descobriu, em 1864, mas que fez muitos estragos antes, nas forças sulistas por onde passava, infligindo-lhes uma grande derrota, em Vicksburg, no Mississipi, entre Maio e Julho de 1863, onde obteve a rendição de um exército de 30.000 homens e partiu a Confederação em duas partes. Constava-se que Grant era conhecido como o Coronel bêbado e dava ordens aos seus homens com a garrafa de whisky na mão. Teria abandonado o exército por ter sido apanhado bêbado, em serviço, para não ir a Tribunal Marcial. Coisas giras de homens por quem muitos não dão nada e vêm a tornar-se os maiores!

Nesta batalha, defrontaram-se as forças esclavagistas da Confederação dos Estados do Sul e as forças que pretendiam manter a União dos Estados Unidos da América e aniquilar a escravatura.

Foi uma batalha que durou três dias, em redor e na cidade de Gettysburg, na Pensilvânia, onde morreram muitos milhares de homens, sem contar os feridos, os prisioneiros e os desaparecidos. Em pleno calor de verão, tiveram de queimar mais de 3.000 carcaças de cavalos, mortos em combate e, durante muito tempo, as moléstias não abandonaram aquela região. Nesta batalha, os sulistas perderam a sua áurea vitoriosa e começaram a sentir o peso da espada apontada por Lincoln, ao coração das suas cidades. Era a viragem da guerra! 

O General Robert Edward Lee, um dos maiores e melhores estrategistas americanos de então, formado na Academia de West Point, foi levado a unificar os Estados sulistas contra os defensores da União, cujos "lemos" estavam instalados em Washington D.C., comandados por Lincoln. Lee, preparou os sulistas para uma guerra sem fim, pois com menos recursos humanos que a União, vencia, na prática, todas as batalhas, até 3 de Julho de 1863. Os generais sulistas, equilibravam os combates com a sua mais desenvolvida estratégia e operações tácticas até à célebre batalha de Gettysburg, altura em que tudo mudou. Terminou uma certa supremacia militar em combate e terminou a teimosia política de Jefferson Davis em tentar conseguir mais esta vitória militar para conseguir maiores apoios de outras nações, pelas vias diplomáticas mas, nesta batalha foram perdidas, na prática, todas as esperanças sulistas.
 
Presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln - o anti-esclavagista
Abraham Lincoln, foi o 16º Presidente dos Estados Unidos que liderou o país na sua maior crise, a Guerra Civil Americana, abolindo a escravatura e mantendo a União. A sua maior glória foi a derrota dos Estados Confederados do Sul e a abolição da escravatura, duas pedras fundamentais da sua política, antes e depois de ter sido eleito Presidente.
Baseado nesses dois pressupostos, ele foi eleito o primeiro Presidente Republicano dos Estados Unidos da América, em 1860.
Tal como todas as guerras civis, a Guerra da Sesseção americana, foi uma guerra fratricida, onde as famílias tomaram posições opostas, conforme os interesses em jogo. Pelo menos, Lincoln também teve o marido da sua irmã contra si, tornando-se defensor do esclavagismo sulista, tendo morrido em combate, como Brigadeiro General dos Confederados.

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General Ulisses Simpson Grant, general vitorioso, - Comandante dos exércitos federados, nomeado pelo Presidente Lincoln 
Grant, formou-se em direito na Academia Militar de West Point, participou na invasão do México como Major mas, foi sempre um crítico da atitude americana para com a nação mexicana, entre 1846 e 1848 onde, apesar de tudo foi galardoado por duas vezes, pela sua bravura em combate. Logo no início da Guerra da Secessão, Grant trabalhava na loja de couros de seu pai no Ilinois. Os Unionistas pediram-lhe para preparar e treinar homens para as batalhas que se adivinhavam e ele aceitou, travando batalhas ao longo dos rios Missouri e Mississipi. Em 1864, perante a fraqueza dos seus generais, frente aos sulistas, o Presidente Lincoln, nomeou o general Ulisses Grant, Comandante Chefe dos Exércitos da União. Grant comandou directamente as forças de Leste e entregou o Comando do Oeste ao General Sherman, ordenando-lhe que atacasse sempre em direcção a Leste. Baseado neste pedido, as forças de Sherman, prosseguiram rumo a leste, esmagando tudo pelo caminho, devastando a cidade de Atlanta, fazendo a sua cavalaria entra no mar, comandada pelo General Sheridan. 
Tudo terminou em Apomatox, quando o General Robert Lee se deu por vencido e negociou com o General Grant, a sua rendição incondicional e lhe entregou solenemente a sua espada. Estes foram, creio eu, os generais mais célebres da Guerra da Sesseção. Grant, respeitou Robert Lee, quando este se rendeu, quase como seu superior, pelo muito respeito que lhe tinha e Robert Lee, nunca mais permitiu que, junto de si, os seus subordinados, falassem mal do General Grant.
 

De Gettysburg, ficou um monumento para a História

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