segunda-feira, 11 de maio de 2026

Rumo a Machu Picchu

| Ventor 09.03.13

Caminhando entre os nossos amigos incas, em sonhos. 

Há muitos anos atrás, o Ventor contou ao Quico e hoje contou-me a mim, o vosso amigo Pilantras, um sonho lindo, cuja ação foi fazer uma caminhada entre os seus amigo incas.

O Ventor teve alguns azares na vida. Um deles foi, em 1967, poder ir fazer uma viagem à Suíça mas, azar dos azares, a Força Aérea não o pode deixar sair por causa de umas manobras da NATO, em que o Ventor teria de ir uns dias para a Base Aérea do Montijo, onde iria acompanhar uma certa luta anti-submarina, com meios aéreos, etç. etç.

Um tipo, no Montijo, tinha adoecido e o Ventor iria lá fazer falta. No entanto, o Ventor acabou por não ser necessário no Montijo e manteve-se na sua Direcção, a Direcção dos Serviços de Telecomunicações e Tráfego Aéreo.

Depois, quem levaria o Ventor até à Suiça já caminhava pela França e essa viagem de sonho, acabou por não se realizar.

Então, o Ventor começou a ler coisas sobre as montanhas da terra do nosso amigo Guilherme Tell e, na leva, não tinha meio de parar e acabou por livros, revistas e mapas, ir parar a uma dessas últimas maravilhas modernas do nosso mundo, caminhando pelos célebres "canejos" de Machu Picchu, rodeados por outras montanhas célebres a que os homens chamam Andes. 

Não contente com a caminhada pelo papel, o Ventor, uma certa noite, foi parar a um Hotel na bela cidade de Lima, com um copinho desses na mão, o célebre Pisco Sour, dos seus amigos incas mais modernos. 

 

Machu-Pichu?
O Ventor, da janela do Hotel, observava as torres da bela Catedral de Lima, a capital do Peru e, observando tudo, só pensava chegar a Cusco. Chegado a Cusco, instalou-se num hotel de cuja janela, com o Pisco Sour na mão, espreitava e observava os cumes ainda brancos dos Andes, ainda nevados. Dali, viu sumir a tarde observando as belas paisagens naturais lá longe e viu cair a noite, resolvendo sair e dar uma vista de olhos pelos tascos dos bairros de Cusco. Nada de discotecas e pubs, apenas caminhando para desentorpecer as pernas e beber mais uns piscos-sours, tal como bebia os eduardinhos nos Restauradores, em Lisboa.
 
Catedral de Cusco
Regressado ao hotel, sentado numa cadeira e de roteiros e mapas estendidos sobre uma mesa, observava algumas imagens de monumentos com algum interesse histórico e, por fim, já noite dentro, terminado o duche, sorveu as últimas gotas do último pisco sour, já um pouco cansado da viagem e das pequenas caminhadas por Cusco, foi-se deitar. Adormeceu e começou logo a sonhar com Atahualpa, o último imperador dos Incas, com Cajamarca e com os espanhóis que não foram nada simpáticos para com ele. Nos seus roteiros existiam fotos de Lima, de Cusco e de Machu Picchu que os seus olhos devoravam para, nos dias seguintes, não ser muito surpreendido. 
São assim os vales em redor Cusco 
Descobriu que, por ali, o homem andino, os ancestrais incas, souberam viver em harmonia com a Natureza. Por isso, caminhando nos vales andinos, somos surpreendidos por encantos majestosos por onde o homem e a Natureza têm agido através dos séculos.
Porém, há muitos factores a considerar, para fazermos uma viagem ao centro do Império Inca. Claro que a viagem do Ventor foi apenas um sonho, um sonho inesquecível! Por isso, acabou por esquecer muitos dos aspectos que estariam presentes na sua viagem se ela fosse real. Estariam presentes a altitude e, eventualmente o "soroche" a tal doença da altitude que ataca muita gente não ambientada a altitudes superiores aos 2.000 metros, caso de Cusco a uma altitude de cerca de 3.400m.

A cidade Cusco é mais elevada que Machu-Pichu, 1.000m
Tudo isso lhe passou à margem! Daí a sua caminhada ser quase permanentemente regada com pisco sour, em vez de chá de coca. No entanto, apesar de tudo, do fim do seu sonho ele estava bem cansado. Não pelos motivos da altitude e do tal "soroche" mas, certamente, pela euforia das suas caminhadas nas visitas atarefadas pelo Templo do Sol, do seu amigo Kontiki e outros testemunhos que os seus amigos incas nos legaram.

 Talvez os líquidos que fazem falta para lutar contra o "soroche", não se baseiem, apenas, no chá da coca, mas no chá das videiras do pisco!

Machu Picchu

| Ventor 09.02.13

Caminhando, rumo a Machu Picchu, sonhando.

E o Ventor continuou a informar-me (ao vosso amigo Pilantras), tal como já tinha feito com o Quico, do que tinha fixado com os seus passeios por Cusco e disse-me:

No dia seguinte, após mais um duche e o pequeno almoço, espreitei pela janela do hotel e lá estava o Bus que nos levaria dar mais uma volta por Cusco e arredores, por onde observei algumas ruínas incas.

Eu apanhei pouco mas, por sorte, encontrei um resumo do Quico.

O lama observa tudo, 2430 km em redor do rio Urubamba 

E continuou:

«O Guia falava em castelhano e, não fosse eu levar a lição estudada, o que faço sempre que parto para uma missão, e não catrapiscaria nada mas, nestas circunstâncias, até me podem falar em chinês. Os mapas e roteiros já estavam na minha cabeça.

Chegado da volta do Bus, uma pequena caminhada pela Praça de Armas de Cusco, mais uma olhada sobre os seus horizontes, jantei e instalei-me, mais uma vez, com os mapas e roteiros sobre a mesa, que uma mão ia virando e revirando, enquanto a outra segurava mais um copo de pisco sour. Por fim, quando dei por mim, já catrapiscava os olhos e deitei-me. Dormi tranquilamente umas partes da noite e, nos intervalos, ia sonhando com o Vale Sagrado dos meus amigos Incas e o seu belo rio Urubamba.

Vale Sagrado dos Incas e o rio Urubamba

De manhã, levantei-me, tomei o meu duche, o pequeno almoço e, ainda muito cedo voltei à Plaza d'Armas de Cusco, onde desentorpeci as pernas e, um pouco depois, iniciava a minha nova viagem rumo a Machu Picchu.

Claro que a minha viagem a Machu Picchu não constava dos roteiros turísticos comprados pelo caminho ou em Cusco. Tratou-se apenas de um grande pesadelo que mais pareceu uma tortura. Fiquei desapontado com o trajecto do rio Urubamba. As imagens eram belas, o rio também mas, a subida para Machu Picchu foi tenebrosa. Os incas eram terríveis! O caminho era péssimo, feito tipo calçada com cerca de 50% da sua largura, já de si muito estreita, a desfazer-se sobre o abismo. Mas a caminhada prosseguia, entre incas amigos e incas hostis. Uns ajudavam-me na subida, outros queriam que eu me espatifasse nos precipícios sobre o rio Urubamba.

Cidade Inca de Macchu Picchu 
Mas cheguei a Machu Picchu!
Nas minhas caminhadas encontro sempre, gente boa e gente má. Neste caso entre os próprios índios incas, havia de tudo. No entanto, subi e desci os socalcos de Machu Picchu, entre uns e outros e, o melhor de tudo, foi ver o milho crescer, a água das regas rumava ao seu objectivo e, os barbos dos milhos cresciam entre os folhatos, nas pontas das espigas. Tirei deste sonho-pesadelo, três coisas interessantes. O pisco sour que ainda hoje espero beber um, a beleza das encostas que desciam dos picos andinos até aos meandros do Urubamba e fiquei a saber que, o rio Urubamba se dirigia rumo a norte para se juntar ao Amazonas. Para mim, então, o rio Urubamba, desceria dos Andes para o oceano Pacífico, ali ao lado mas não! Vi, in loco, no meu sonho que a realidade era diferente».
Machu-pichu
A sonhar, o Ventor já tocou nas pedras dos monumentos e templos incas, sentiu que os seus amigos incas, tal como ele, adoravam o seu amigo Apolo, ou Inti, ou ... e que têm uma predileção especial pela sua amiga Diana e, também, pelas suas grandes montanhas - os Andes.
Não é por acaso que, ainda hoje, os incas, todos os dias 24 de Junho, festejam o sol no seu Inti Raymi- Festival do Sol.

Mas o Ventor teve outros sonhos e pesadelos com os seus amigos Incas e já assistiu a um Inti Raymi e eu dir-vos-ei algo sobre eles. Eu sei que, o que o Ventor teria querido era beber o seu pisco sour. Mas na noite do sonho foi ao frigorífico a abanar a cabeça e bebeu o resto de uma caipirinha gelada que, na véspera, dissecara a boca ao Ventor e a um Comandante da Marinha aposentado que lhe falara de almirantes portugueses, da marinha portuguesa, dos cascos dos navios e outras coisas. Depois de barcos, de marinha, de cascos, etç., o Ventor acabou por ir passear para o centro dos seus amigos incas!

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A Primeira Cruzada

| Ventor 20.07.12

A primeira cruzada teve origem num pedido de ajuda do então Imperador de Constantinopla ou do Império Bizantino, de nome Aleixo I Comneno, que enviou uma embaixada ao Concílio de Placência que decorreu de 1 a 5 de Março de 1095 a pedir ajuda ao Papa Urbano II.

O império Bizantino ia lutando em todas as frentes, vencendo e perdendo batalhas nas suas fronteiras e, perdida a cidade de Niceia para os turcos Seljúcidas, o Imperador Aleixo apercebeu-se que só com a ajuda de mercenários enviados do Ocidente, via o Papado, poderia enfrentar os seljúcidas.

O Papa Urbano II, não perdeu tempo e inaugurou um concílio em Clermont onde prometeu indulgência a todos os que fossem levados a lutar contra os infiéis e morressem a libertar a cidade de Jerusalém. Todos os que morressem na luta pela libertação da Terra Santa, teriam um lugar no Reino do Céu. Urbano II foi, então aclamado por toda a multidão presente nesse concílio e, a partir daí, iniciou-se uma mobilização para levar a luta contra todos os pagões e, mais especialmente contra os muçulmanos.
Porém, os judeus foram os primeiros a pagar a factura do paganismo sendo perseguidos até à morte em várias regiões da Europa.
Logo após o Concílio de Clermont, multidões de cruzados populares iniciaram a sua partida para Constantinopla dirigidos por Pedro o Eremita e o cavaleiro Gualtério Sem-Haveres, uns meses antes da Cruzada dos nobres, tinham partido para Constantinopla constituindo cerca de 40.000 peregrinos, de onde seguiram, via Anatólia, para conquistar a Terra Santa mas começaram a ser chacinados pelos turcos seljúcidas, logo que atravessaram o Bósforo.
Os nobres franceses e outros, iniciaram os seus preparativos para rumarem à Terra Santa, via Constantinopla. Os seus preparativos terão levado mais tempo do que os cruzados populares pois tudo seria mais planificado para uma estratégia vencedora. 
Assim, Godofredo de Bulhão, partiu acompanhado por um exército da Lorena, pelos seus irmãos, Balduino de Bolonha, Eustâcio III de Bolonha e, por Roberto II da Flandres e os seus flamengos;
Raimundo IV de Tolosa, partiu acompanhado pelos cavaleiros da Provença;
Roberto II da Normandia, irmão do rei da Inglaterra e Estevão de Blois, neto de Guilherme I de Inglaterra, partiram acompanhados por um contingente formado por indivíduos do norte da França;
Hugo I de Vermandois, irmão de Filipe I da França, partiu como o portador do estandarte papal;
Boemundo de Taranto, líder dos normandos do sul da Itália, velho inimigo do império de Bizâncio também partiu rumo a Constantinopla.

Foi a chamada cruzada dos nobres, dos cavaleiros ou dos barões que conseguiram organizar forças militares com cerca de 35.000 homens, 5.000 dos quais cavaleiros e demais acompanhantes, num total de cerca de 60.000 homens e mulheres, contando com os cruzados populares. Muitos destes nobres levavam familiares!

À chegada a Constantinopla de mais uma trupe de milhares de pessoas, o imperador que já havia encaminhado as cruzadas populares do Pedro o Eremita, para a Anatólia, onde terão sido chacinados pelos turcos seljúcidas, recebe desta vez os comandantes nobres que encabeçavam as cruzadas e faz uma negociata com eles de lhes fornecer alimentos, desde que eles entregassem ao Imperador todas as terras que fossem conquistadas do lado de lá do Bósforo.  
Cercada Niceia, que se encontrava em poder dos turcos seljúcidas e deu origem ao pedido de ajuda de Constantinopla ao Papa Urbano II, acabou por cair nas mãos das forças de Constantinopla pois os turcos seljúcidas preferiram negociar com as forças do Imperador do que com os cruzados. Uma bela manhã, os cruzados ergueram a cabeça e o estandarte imperial flutuava ao vento nas torres do castelo de Niceia. Lá seguiram com o fito de atingir os seus objectivos: alcançar Jerusalém e conquistar a cidade para a cristandade!
Mas ia tornar-se difícil atravessar a Anatólia como veremos a seguir.

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Tempestades Político-Religiosas ...


... como na Primeira Cruzada!

Existia pelas estepes da Ásia Central, uma tribo de nómadas cujo chefe, de nome Seljuque, os orientou por volta de 900, ali pelas zonas onde hoje fica uma ex-república soviética que se chama Uzbequistão, hoje um estado independente.

Alguns desses guerreiros nómadas foram-se deslocando para oeste à procura de melhores territórios.

Cerca de século e meio depois 1070, Alp Arstan, conduziu a tribo até à Arménia onde foi atacada pelo imperador bizantino Romano IV Diógenes, que acabou derrotado pelos Seljúcidas na batalha de Manzikert ou Malazgirt, próximo do lago Van, junto da fronteira com o Irão que, após essa vitória, permaneceram em grande parte do território da Anatólia, hoje Turquia.

Esta batalha terminou com o poder de Bizânco na Ásia Menor e os turcos seljúcidas fundaram um império que foi precursor do império Otomano e em 1078, sob o comando de Xá Malic, conquistaram Jerusalém.

Foi devido à tomada de Jerusalém que a cristandade reagiu e planeou as Cruzadas para voltar a recuperar a Cidade Santa. Um dos erros do turcos Seljúcidas terá sido a destruirão da Igreja do Santo sepulcro.

Um trecho reparado das Muralhas de Constantinopla ou Bizâncio

Mas, enquanto as guerras bizantino-árabes prosseguiram entre os séculos VII e XII, a Europa de Bizâncio, de Roma e da Península Ibérica tornaram-se uma caldeirada de lutas político-religiosas que se expandiram para o Médio Oriente, com os ataques das Cruzadas que foram levadas a atravessar a Europa até Bizâncio, Constantinopla, rumo a Jerusalém que passou a ser a chave de todas as guerras e passou a ser conhecida como o Reino dos Céus.

O ataque das Cruzadas, deveu-se a um pedido de ajuda do Imperador de Bizâncio, Aleixo I Comeno, ao Papa de Roma, na guerra contra os Seljúcidas que haviam tomado a cidade de Niceia na parte ocidental da Anatólia.

Foi assim que tudo fez começar a sangrenta luta das Cruzadas!

As Muralhas de Constantinopla tinham uma extensão de 22 km e eram constituídas por 96 torres com 18 a 20 metros de altura a cerca de 55 metros de intervalos e eram complementadas por um fosso com cerca de 20 metros de largura e 10 metros de profundidade.

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Ormuz, no Golfo Pérsico



Ormuz faz parte das palavras sonantes que me avivam a memória!
Já tinha falado por aí de Ormuz, quando da minha caminhada a uma das belezas do nosso mundo, o Taj Mahal - "o Amor de Pedra Feito"; foi o meu velho amigo Gatsby a chamar-lhe assim. Ormuz é uma das tais campainhas que, de vez em quando, ouço alertar o meu cérebro.

 Imagem da Fortaleza de Ormuz
Era uma vez (once open an time), em 1507, nos tempos em que os portugueses desbravavam mundos, um homem intrépido, caminhava sobre as ondas do Oceano Índico, em velhas caravelas, junto às encostas de mundos a que não estava habituado. Descobriu então um estreito a que os homens tinham chamado Ormuz - o Estreito de Ormuz.
"A cidade de Ormuz, situava-se numa pequena ilha a que chamavam Gerum, uma ilha estéril, com uma mina de sal e enxofre, sem um ramo ou uma erva verde como nos contou João de Barros, cidade cujos moradores, no tempo de João de Barros, diziam que o mundo era um anel e Ormuz, a sua pedra preciosa". 

 Mapa do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, é um estreito que faz a ligação entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico. Ormuz tinha uma grande posição estratégica e por ali passavam as riquezas do mundo de então que viajavam desde a Pérsia e seus arredores e da Europa para esses destinos. Todas as mercadorias que viajavam por mar, saídas de Alepo, Bassorá, Arménia e por diante e todas que se dirigiam para esses destinos, passavam por aí, tornando-se Ormuz, uma cidade bastante desenvolvida e abastada para a época.
Afonso de Albuquerque, nas suas escaramuças com árabes e persas, acabou por atacar a cidade de Ormuz e conquista-la, em 1507. Porém não era tarefa fácil mantê-la e, perante a revolta dos Capitães, Afonso de Albuquerque não conseguiu terminar de construir a sua Fortaleza, abandonando Ormuz, onde voltou em 1 de Abril de 1515, já como Governador do Estado da Índia, mandando construir o Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz.


 Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz 
Por ali os portugueses se mantiveram até ao ano de 1622, dia 3 de Maio.
Debaixo da coroa dos Filipes, Portugal teve de lutar contra o Mundo! Os inimigos de Espanha, passaram a ser inimigos de Portugal. Os nossos inimigos que haviam sido mantidos e controlados à distância, os turcos e todos os seus aliados, eram inimigos da Europa e dos interesses europeus por esse mundo fora. Toda a sua ganância foi quase triturada em Lepanto, no mar Mediterrâneo, na maior batalha naval até aos tempos filipinos. Portugal, sendo um reino subordinado ao trono espanhol, tentou manter as suas possessões do Oriente, contra os inimigos da Espanha. Holandeses, Ingleses, Persas e toda a influência dos turcos otomanos.
Em Fevereiro de 1622, os Persas aliaram-se aos ingleses para conquistar Ormuz aos portugueses. Após a queda do forte de Queixome, uma força naval persa, com 3.000 homens e com a ajuda de 6 navios ingleses, colocaram cerco a Ormuz. Os persas tentaram negociar com os portugueses, oferecendo-lhes outra ilha maior e um porto nas costa da arábia, Julfar, que havia sido conquistado aos portugueses por uma força composta por árabes e persas em troca de Ormuz e mais 500.000 patacas. Os portugueses não aceitaram e, em 3 de Maio de 1622, Ormuz passou para as mãos dos persas.
A guarnição e a população portuguesa de Ormuz, seriam cerca de 2.000 pessoas que, após a perda da ilha, foram enviados para Mascate, hoje a maior cidade e a capital do Sultanato de Omã.

Actualmente, passa pelo estreito de Ormuz, mais de um terço do petróleo mundial. 
Esta fortificação foi construída para dar suporte às transacções comerciais na área e ao Forte de Nossa Senhora de Conceição de Ormuz.
Uma vez que Portugal tinha ficado sob o domínio espanhol, na dinastia dos Filipes, a Inglaterra, então inimiga de Espanha, deixou de reconhecer a Aliança Luso-Britânica de 1373 e passou a reconhecer Portugal, devido a isso, como inimigo. Foi assim, que Portugal teve de lutar contra o mundo! Revoltou-se contra a Espanha e, por isso, foi reconhecido e ajudado pelos inimigos de Espanha até à vitória final. A aliança inglesa, voltou a ser renegociada em 1642 e mais tarde em 1661 com o casamento de Carlos II, com a Princesa Portuguesa, Catarina de Bragança.

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