segunda-feira, 11 de maio de 2026

Taj Mahal - Amor de Pedra Feito

 | Ventor 22.05.20

Uma das 7 Maravilhas!

Hoje vou falar aqui de campainhas que tocam, que fazem trim-trim, no meu cérebro.

Há palavras que, quando ouvidas, soam como o trim-trim de uma campainha. Por exemplo: Ormuz ou, se preferirem, o Estreito de Ormuz..

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Mapa do Estreito de Ormuz, tirado da Wikipédia

Desde criança que Ormuz é, na minha cabeça, algo de especial. Esta palavra faz referência ao nosso antigo "Império das Índias". Com Ormuz, acompanhando Ormuz, tenho muitas outras, como Cochim, Bombaim, Calcutá, Goa e sei lá quantas mais! Outra palavra que tem uma sonoridade especial e que não tem referência como um nome histórico, é cambraia! Cambraia, vejam lá! Ela faz parte da nossa globalização.

Mas vou voltar a Ormuz. Ormuz é aquele famoso estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico, mas para mim, essa palavra é um fenómeno total. Portugal, um país pequeno já foi tão grande, já travou tantas batalhas por esse mundo fora e pode também mostrar a sua grandeza pelas batalhas travadas pelo controlo de Ormuz.

Por pouco ou muito tempo, nós já fomos senhores do Estreito de Ormuz! E imaginem só que, nessa altura, ninguém ligava ao petróleo. Calculem como seria, na época, se nós lutássemos por Ormuz, por causa do petróleo, se travássemos essa luta por uma estratégia que visasse o domínio dos poços do petróleo, ou das rotas do petróleo. Seria espectacular!

Mas não. A nossa luta era uma luta de fèzadas! Tínhamos a fèzada de dominar a rota das especiarias, terminar com os trilhos das caravanas que atravessavam os desertos, via Samarcanda e rebentar com o domínio Otomano! No fundo, no fundo, a nossa guerra era pela fé e pelas especiarias. Derrotando o domínio Otomano e dos seus aliados, no Estreito de Ormuz, nós mostrávamos aos Otomanos que tínhamos um ou vários desígnios. Acabar com a corrida das sandálias pelos caminhos de Samarcanda, estarmos frente aos inimigos de séculos, no seu seio, quer no domínio religioso, quer no domínio económico, quer no domínio estratégico. Isto tudo para bem da fé cristã, para bem de Portugal, para bem da Europa e também, mesmo que não pensássemos nisso, pela globalização!

Conseguimos fazer o chá entrar na Corte de sua majestade Britânica com outra celeridade e sem a necessidade da intermediação directa ou indirecta dos otomanos. Depois foi o diabo. Tudo por causa de uma coroa! Os inimigos de Espanha passaram a ser os inimigos de Portugal. Os inimigos europeus de Espanha e portanto de Portugal, aliaram-se, pelos lados da Índia, aos inimigos de Portugal, aos persas, aos otomanos, a príncipes, a "rajahs" ... talvez fresquinhos! Mas tudo acabou.



Hoje somos pacíficos! Não temos estratégias para os estreitos de Ormuz, de Malaca, de Adem, ou outros e, na prática, não temos inimigos. Mostramos ao mundo que continuamos a ser Portugal. Tentámos seguir as Nações Unidas a impor a sua paz podre por esse mundo fora e vejam lá, até anunciamos ao mundo quais são as suas belezas!

Para já eu vou pegar numa dessas belezas que vai passar a ser uma campainha mais acentuada, uma vez que ela já o era..


Taj Mahal, em Accra, India

Quando decorria a escolha para as novas 7 Maravilhas do Mundo, eu pensava em várias Maravilhas que existem nos domínios estratégicos que dominam e cercam o Estreito de Ormuz. Caminhava pelo Decão, em sonhos, e topava com aquela beleza burilada de pedra de mármore branco a que um dia, um amigo meu, chamou «Amor de Pedra Feito"! Uma obra edificada em nome do amor e pelo amor.

É também em nome do amor que eu dedico este post ao Estreito de Ormuz caminhando pelo Taj Mahal. Se dependesse de mim, faria tudo para que as civilizações, ocidental e oriental, transformassem o Estreito de Ormuz, no Estreito do Amor! E votava nele como uma das futuras belezas naturais da Humanidade!


Mumtaz Mahalit a esposa do imperador Shah Jahan

Agora falando do Mausoléu, Taj Mahal, pois é de um Mausoléu que se trata, como uma das 7 Maravilhas do Mundo, para os menos atentos, é bom relembrar que fica lá para o Norte da Índia, na cidade de Agra e que a sua construção foi levada a cabo por uma força operária de cerca de 22.000 homens que vieram de várias cidade orientais trabalhar neste soberbo monumento.

Foi o Imperador Shah Jahan que o mandou construir em memória da sua esposa favorita, Aryumand Bonu Begam, a quem chamava a Mumtaz Mahal, a «Jóia do Palácio». Ela morreu a dar à luz o seu 14º filho! Por isso, pelo amor que lhe tinha e pela sua morte precoce, Shah Jalan, mandou construir o Taj Mahal como o seu Mausoléu sobre o seu túmulo, junto ao rio Iamuna (o 2º rio sagrado dos índios, depois do rio Ganges, e que dá de beber a mais de 50 milhões de indianos).

O Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. O Taj Mahal foi incrustado com pedras semi-preciosas como o lápis-lazúli, entre outras. A sua cúpula foi costurada com fios de ouro. O seu corpo principal é constituído por duas mesquitas e quatro minaretes e podemos considera-lo uma obra fabulosa, lindíssima e digna de ser dignificada como uma das 7 Maravilhas do nosso Mundo.

Diz-se que Shah Jahan terá pretendido fazer para ele próprio uma réplica do Taj Mahal original, na margem oposta do rio Iamuna, todo em mármore preto, mas esta obra ter-se-á gorado devido a ter sido deposto por um dos seus filhos, antes das obras serem iniciadas.

Apesar de tão grande opulência, o Taj Mahal é, na verdade, um gigantesco Mausoléu e não um palácio como normalmente se julga. Conta a lenda que, depois de terminados os trabalhos, os artesãos tiveram as suas mãos decepadas para impedir que pudessem fazer alguma reprodução. A ser verdade, isto será uma grande nódoa na beleza do Taj Mahal!

Mas relembremos que as belezas do mundo foram levadas a cabo porque o homem sonha e como devem calcular, sonhar não é pecado. Imaginem que o Shah Jahan levava a cabo o seu sonho de construir uma réplica de pedra mármore preta, no lado oposto do rio? Bem, se olharem com olhos de ver a grandiosidade do Taj Mahal branco de um lado do rio e outro Taj Mahal preto, na outra margem, imaginem o espectáculo que seria observar aquelas duas obras, integradas como se fossem uma só a abraçar o rio Iamuna. O rio Iamuna passa por trás do Taj Mahal. Dá para imaginar?

A Torre de Babel


O Ventor falou-me da Torre de Babel. Disse-me que o Senhor da Esfera, tramou a malta que sobreviveu ao dilúvio, com o tempo, formou vários grupos e que entenderam chegar ao céu mas não sabia como. Por isso, construíram um zigurate (torre) muito alto, tanto quanto puderam e iam colocando sempre mais tijolos e mais, e mais, e ... mais!

Torre de Babel

Essa malta falava toda a mesma língua e entendiam-se muito bem. Mas o Senhor da Esfera achou-os parvos e decidiu trama-los. «Com que então querem chegar muito alto, não é? Querem vir até mim»!? O Senhor da Esfera achou que arranjaria uma maneira de chatear aquela gente e parecia ao Ventor que Ele já estava arrependido de ter ordenado ao Noé, para construir a barcaça. Arranjou maneira de eles não se entenderem. Começaram a mandar vir uns com os outros e houve um que, como não os entendia e verificou que também não o entendiam, disse aos seus homens para mandarem a torre às malvas e saíssem dali. Cada grupo foi à sua vida e, preferencialmente, para longe da torre.

Por causa da mania da construção da Torre de Babel, ainda hoje o Ventor anda chateado. Ele levantou-se e quando estava a comer o pequeno almoço ligou o ipad, como sempre faz, para ouvir as notícias na TV. Todos sabem tudo sobre o Covid-19 mas, ao fim e ao cabo, ninguém sabe nada. São russos, são americanos, são chineses, são alemães, ingleses, japonesas, portugueses e por aí fora. Vê lá Pilantras que, diz-me o Ventor, até os cães da vizinhança falam sobre o Covid-19!

Diz que está farto de tanta teoria na perseguição a esse malvado vírus. Ele desligou o ipad e disse: "dêem-me uma fisga decente e eu mato esse gajo com uma só pedra (não preciso do meu arco)"! Se a fisga entra cá em casa estou lixado. Só espero que ele não a vire contra mim. Já não se pode falar do Covid-19 ao pé dele.

Isto está a ficar mau! Ainda ontem estava um cão no meio da avenida a dizer para outro: «morde o gajo, pá"! «Qual gajo»? "Essa coisinha minúscula que está a passar por ti". O outro que não via coisinha nenhuma, disse: «estou feito contigo, até pareces o meu dono. Já vê o vírus em todo lado»! Chiça!!!

Oumuamua ... mensageiro

| Pilantras 13.12.17

O olho de Deus

O Ventor estava à varanda à procura de coisas por entre as nuvens. Depois virou-se para mim e disse: «tu não viste mas eu vi»! "Viste o quê, perguntei eu"?

«Vi o olho de Deus! Vem que eu mostro-te»!

O Ventor disse-me que esta nebulosa é o olho de Deus. Se assim é, Deus tem olhos azuis!

Mas o Ventor não andava à procura do olho de Deus. Ele andava à procura do Oumuamua. Ele aí está! Foi detectado a 0,20 UA (cerca de 30.000.000 Km), em 19 de Outubro de 2017, no dia em que o Ventor e a minha Dona faziam anos da sua união perante Deus, o nosso Senhor da Esfera e olhem que a esfera é mesmo muito grande e o Senhor da Esfera precisa de ter olhos muito grandes e de preferência azuis para observar tudo à sua volta.

Oumuamua

By Original: ESO/M. KornmesserDerivative: nagualdesign - Derivative of https://www.eso.org/public/images/eso1737a/, shortened (65%) and reddened and darkened, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=64730303

Este objecto, na foto em cima, é um asteróide interstelar que, no princípio, os cientistas julgavam tratar-se de um cometa e foi identificado como tal mas, posteriormente, concluíram que era um corpo interestelar, o primeiro corpo vindo do espaço exterior ao nosso sistema solar. Daí estar a ser submetido a grandes estudos para verificar se ele é mesmo um mensageiro de vidas ou tecnologias alienígenas.

Sim, mensageiro, porque o nome Oumuamua, é na língua do Havai um «mensageiro de longe que chega primeiro» e ele vem de muito longe e é o primeiro a chegar. Sinais de Vida?

Espero que isto não fique por aqui. Se houver novidades eu conto aos mais desatentos

A Cruz dos Anjos


A Cruz dos Anjos, encontra-se na Câmara Santa da Catedral de S. Salvador, em Oviedo.

Esta Cruz tem uma lenda: esta que o Ventor contou ao Quico e agora a mim. Pelos milénios, o Ventor tem visto cada coisa!

Um dia. caminhava o Ventor por terras das Astúrias, corria o ano de oitocentos e qualquer coisa. Ia fazer uma visita ao, então, Rei das Astúrias, D. Afonso II, o Casto. O Ventor tinha viajado no seu velho cavalo Antar, desde Córdoba e sabendo numa tasca de Canga de Onis que Afonso II se tinha deslocado a França. para fazer uma visita a Carlos Magno, pensou dar uma olhada sobre as Montanhas da Cantábria e estudar a barreira natural por elas formadas para continuarem a obstacular as investidas sarracenas.

D. Afonso II, o Casto, tinha mudado a capital do reino para Oviedo e o Ventor sabia que D. Afonso II, queria uma Catedral em Oviedo e, com os seus arquitectos, planearam a arquitectura dessa catedral. Porém era bom que se aproveitassem as construções existentes, então, como a cripta de Santa Leocádia.

A Cripta de Santa Leocádia, dentro da catedral de S. Salvador de Oviedo

A construção da Catedral de Oviedo, levou cerca de três séculos.

Catedral de Oviedo tirada da wikipédia

Mas voltando à Cruz dos Anjos.

Quando D. Afonso II, o Casto, regressou de França de uma das suas visitas a Carlos Magno, vinha a pensar, como poderia fazer uma cruz para a sua futura nova Catedral, que ficasse como uma obra de referência para a posteridade. Ele sabia que a Cruz da Vitória que o nosso amigo Pelágio tinha usado na batalha de Covadonga tinha sido feita de carvalho e pensava que as Astúrias mereciam uma cruz que mostrasse ao mundo a sua grandeza, em Arte e em Fé.

Afonso II, o Casto, caminhava, lado a lado, com o Ventor, à sombra das árvores de um bosque, onde predominavam carvalhos, castanheiros e amieiros, desceram das montadas, sentaram-se numa pedra e, Afonso II disse ao Ventor, o que pensava fazer. Disse que a Cruz onde Cristo morreu, merecia uma nobre representação de ouro e pedras preciosas e seria essa cruz que devia representar a grandeza religiosa das Astúrias. Junto deles, por trás de umas rochas, acabavam de acordar dois peregrinos que ouviram parte da conversa e sabiam tratar-se de uma cruz com ouro e jóias. Dirigiram-se a D. Afonso II e ao Ventor e viram que se tratava do rei, fizeram a sua reverência e disseram ser artesãos com capacidade artística para fazer esse trabalho.

D. Afonso II olhou o Ventor que encolheu os ombros e sorriu. O rei observou os peregrinos e disse-lhes: "venham connosco e vamos tratar do assunto"! Seguiram e o rei, depois de muito pensar, fez o que os peregrinos lhe pediram. Um local isolado para trabalhar, a madeira, o ouro e as jóias e não queriam ser incomodados por ninguém, enquanto executassem a obra.

O rei estava sempre a mandar os seus assistentes para verem o andamento dos trabalhos mas o local mantinha-se fechado. Por fim, julgando que tinha caído no conto do vigário, decidiu ir lá, não tivesse sido vigarizado por peregrinos ladrões. Ao chegar, verificou que a porta do local resplandecia luz e a cruz estava pronta tal como tinha sido combinado. Ao lado da Cruz estavam as roupas dos peregrinos. Os peregrinos tinham sido anjos e D. Afonso II, o Casto, mandou fazer dois anjos de ouro para ficarem sempre ao lado da Cruz. Foi esta segundo pensam os especialistas, a primeira obra de ouro e pedras preciosas realizada nas Astúrias.

As Ruinas de Palmira

 | Ventor 30.03.16

Palmira, na Síria é uma cidade antiga que terá nascido durante o neolítico e, segundo rezam os arautos essa cidade era, em tempos, aquilo a que eu me atrevo a chamar uma espécie de entreposto das caravanas da seda. Uma espécie de mala-posta da seda. As caravanas da seda atravessavam toda a Ásia, desde a China e, tinham de atravessar todo o deserto sírio, até esse oásis, que deu lugar a Palmira, ou Tadmor e onde homens e camelos matavam a sede, saídos desse inferno sírio de areia e estepes.

Mapa da Rota da seda. Foto tirada da Wikipédia de autoria de Shizhao. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license

Os assírios já referenciaram Palmira no início do II milénio antes de Cristo. Posteriormente, com guerras e antiguerras, o oásis de Palmira começou a brotar tudo para crescer como uma cidade e tornar-se num império.

Primeiro fez parte do Império Selêucida, um império que surgiu de um dos retalhos originados pela divisão do Império do meu amigo Alexandre Magno. Posteriormente, como não podia deixar de ser, foi integrada no Império Romano que avassalou toda a área em volta do Mediterrâneo.

Odenato foi rei e imperador. Era de descendência árabe e entrou em guerra com os sassânidas persas. Ficou entrincheirado entre os sassânidas persas e os romanos e, com o tempo, foi assassinado.

Sua esposa, Zenóbia, sucedeu-lhe e entrou em conflito com os romanos e, posteriormente, estes destruíram a cidade e massacraram a população. Pelos séculos fora, Palmira foi uma cidade de conflitos, devido à sua posição estratégia, entre o Mediterrâneo e o Eufrates.

Mais modernamente, já nos nossos dias, o chamado Daesh, tomou Palmira e destruiu algumas das sua ruínas. Entre elas o Templo de Bel.

Uma fotografia da trindade palmirense, da autoria de Emmannuel Pierre, tirada da Wikipédia. Esta obra de arte encontra no museu do Louvre em Paris. A foto representa Malakbel, Baal-Shamin e Aglibol

Estes terroristas terão destruído os templos de Bel, de Baal-Shamin, a Estátua do leão de Alat e na sua fuga às forças sírias e ruças, dinamitaram, no domingo passado (fins de Março de 2016), o Arco Monumental do Triunfo de Séptimo Severo, construído entre 193 e 211 AD.

Os Daesh, também já tinham destruído o Leão de Alat. Alat tinha sido uma deusa pré-islâmica de Meca.

O leão de Alat, foto tirada da Wikipédia, de autoria de Mappro.