terça-feira, 30 de junho de 2026

Ventor e o Passado

 Ventor  30.06.02

Eu sou o Quico do Ventor 

Como já vos disse, «o Ventor subiu montes, desceu encostas, atravessou vales e rios, dominou as savanas, penetrou em florestas galerias, cruzou os céus mas, mais que tudo isso, pelos milénios fora, cruzou galácticas, defrontou alguns deuses, ... contudo e, agora comigo, continua caminhando sob as benesses de Apolo.   

Coruja das neves, uma amiga do Ventor, no Zoo de Lisboa

É do passado do Ventor que eu vou escrever, por aqui, para vós. Claro que eu também caminho com o Ventor. Ele conta-me as suas histórias e eu escrevo-as para vocês. Dividi a sua Grande Caminhada, em quatro corpos: O Ventor e o Passado, que nos fala de uma vida fabulosa entre os seus grandes amigos de milénios, já ao lado do Senhor da Esfera.

Depois conto-vos a sua caminhada actual nos séculos XX e XXI, por Adrão, em Adrão e o Ventor. Farei também um àparte especial da sua caminhada pela África, em Ventor em África e, continuando, todo o resto das suas caminhadas, entre nós, pelos Trilhos da Memória na Grande Caminhada do Ventor.

Quico, quem sou eu?

Caminhem connosco e verão muitos amigos! 

Agora venham comigo e com o Ventor, leiam a minha mensagem e sigamos para os Princípios do Mundo e, em diante.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Caminhar, em fotos na serra de Soajo

 Eis uma amostra da serra de Soajo, em fotos, aqui, no Flickr https://www.flickr.com/photos/132167204@N05/albums/

Caminhando Sempre

Observando o Passado - as caminhadas do Ventor pelos trilhos dos milénios.




Nem o crack dos cavaleiros, na Síria, resiste à malvadez de animais que se dizem homens


Tudo começou aqui, em  Adrão, na serra de Soajo. No dia 06 de Janeiro de 1946, dia de inverno, aquecido pelos raios do meu amigo Apolo, o mundo recebia de braços abertos a chegada dum puto que veio a fazer as suas caminhadas pelos trilhos que o Senhor da Esfera lhe estendeu neste Planeta Azul

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O tecto da Gruta de Altamira, onde

mãos de milénios nos deixaram em

 pinturas estas belas mensagens visuais.


O Ventor saiu das trevas ... 

para caminhar entre as estrelas.

Ele sonha, caminhando, que as estrelas 

continuam a  brilhar no céu, que 

o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz 

e que o nosso mundo continua a ser 

belo e a fazer pinturas.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Formação do Império Otomano

 | Pilantras 24.07.24

Meus amigos, o Ventor anda a sarnar-me a cabeça com coisas que nem lembra ao diabo.

Mas quem quer saber disto? Bem, eu vou tentar fazer-lhe a vontade! Ele atirou-me com um rabisco do Quico e disse-me: "desenvolve isto"! «Desenvolvo o quê»?

Sei lá, conta aí, a essa gente, o mais sinteticamente possível a formação do Império Otomano.

Chissa!!! Ele está maluco!

Vou ter que fazer uma caminhada em redor dos mares Cáspio e Aral para ver de que chão vieram os antepassados dos turcos e o mais sinteticamente possível.

Mar de Aral - à esquerda, mais antigo; à direita, mais moderno

O que terá levado aquela gente a embalar a trouxa e rumar para sul? Os rios Amu Dária e Syr Dária, alimentavam o mar de Aral de Sudeste para Noroeste, sensivelmente. Agora, cerca de 1.000-1200 anos depois, como podemos descobrir porque os ancestrais dos turcos acharam que o sul era melhor? Terão sido empurrados? Terão achado que mais cá para sul as praias eram melhores que as que o mar Aral oferecia e um dia os fatos de banho viriam a ser uma beleza?

Seja porque tivesse sido, o mar de Aral, também chamado mar das Ilhas, existiam nele cerca de 1500 ilhas, é hoje um mar quase morto, na bacia endorreica da Ásia Central.

Pois bem! Na formação do império Turco-Otomano, primeiro parece-me e acredito que estão os Oguzes que formaram um dos principais ramos dos povos turcos ou turcomanos, entre os séculos VIII e XI A.D. Nesta época, todos os povos pela Europa fora, Ásia Central e aquela parte que hoje chamamos de Oriente Médio, estavam em convulsão.

Entrada de Maomé II, o conquistador, em Constantinopla

Os Oguzes, abandonaram as suas estepes e começaram a migrar para sul do mar Cáspio em direcção da Ásia Ocidental e Europa Oriental e são considerados pelos experts que estudam a antiguidade dos ancestrais dos turcos modernos, como os turcos da Turquia, turcomanos do turcomenistão, azeris do Azerbeijão, qashcais das províncias iranianas de Fars, do Quzestão, e de Isfahan no sul. Turcos do Coração, espalhados por partes do Irão, do Tajiquistão, do Uzebequistão, do Afeganistão, do Turquemenistão e gagaúzas, povos da região da Moldávia e do Budjak no sudoeste ucraniano comunidade com cerca de 300.000 pessoas no mundo e que, em conjunto, são cerca de 10.000.000 de pessoas.

Mas há mais!

Os turcos Seljúcidas, um ramo dos Oguzes, migraram também para sul, desde o norte do mar Cáspio e do mar Aral e viviam junto dos Abássidas. Migraram para as regiões orientais da Anatólia, onde os Oguzes estabeleceram a sua pátria. Ali se organizaram e enfrentaram os bizantinos na batalha de Manziquerta, em 1071, algumas dezenas de quilómetros a norte do lago Van. Aí os turcos venceram e, após várias batalhas e guerras, tomaram Constantinopla, em 1453.

Muralhas de Constantinopla

Os Bizantinhos camiharam desde Constantinopla e os Seljúcidas desde Alepo.

O império Otomano, depois da tomada de Constantinopla, caminhou para oeste até às portas de Viena de Áustria e para noroeste conquistando os povos do Cáucaso, enfrentando os russos, várias vezes, a cujas guerras assistiremos mais adiante. Em cerca de 300 anos, os Otomanos tiveram 12 guerras com os russos.

Pronto! Mais sintético que isto, não posso! Vamos agora à formação do Império dos Czares russos.

Ventor pela Europa

| Pilantras 14.06.24

Numa colina, mais elevada, sobre as planícies de Salisbury, no centro sul da velha Inglaterra, estava o Ventor sentado sobre o seu cavalo branco, Antar, observando alguns movimentos estranhos dos habitantes locais, dirigidos por homens vestidos de branco.

Sobre o Antar, o Ventor observava atento o que se passava à sua volta e não entendia nada. Grandes aglomerados de homens se esforçavam a tentar mover algo gigantesco para as suas possibilidades. Mais afastado, num outro local, o Ventor observava uns pilares de pedras colocados na vertical, em circo e isso causava-lhe estranheza.

Em tempos passados, o Ventor tinha caminhado pela Atlântida que visitava e aproveitava para ferrar o seu cavalo Antar no seu amigo Mitonde, um velho ferreiro muito profissional que ferrava os cavalos da realeza. Juntos, sempre que podiam, o Ventor e o Mitonde caminhavam pela Europa, por onde se encontravam de vez em quando. Por vezes viajavam juntos e o Mitonde deixava o Ventor por aí e  regressava à Atlântida, para resolver alguns problemas, regressando mais tarde , a essa ilha a que, no futuro, os homens viriam a chamar de Grã-Bretanha ou por algumas das estâncias mais desenvolvidas onde se desenrolavam as migrações de povos, normalmente, das estepes asiáticas para as planícies europeias.

Freyr e Gullinbursti, um deus nórdico

Antes da tal ilha, fazia algumas viagens pela Europa continental do centro e norte, por onde se encontrava com Freyr e o seu javali Gullinbursti, entre outros, e conversaram sobre a rudeza dos povos que então povoavam este lindo continente. 

Entretanto, o Ventor foi assistindo às várias destrezas dos homens da época, quer na caça, quer na sua habilidade de colectar os frutos comestíveis da época e os velhos artistas de então que foram deixando por aqui e por ali, as imagens que nos deixaram pintadas nas rochas, dos tectos das grutas onde se abrigavam dos frios (como Altamira), comunicando assim, aos vindouros, como era o mundo do seu tempo.

Depois de uma caminhada nas margens daquele rio bonito a que vieram a chamar Tamisa, passou a subir colinas e esperar quase todos os dias que o nevoeiro sumisse esfarelado pelos raios luminosos e quentes do seu amigo Apolo.

Poseídon, deus dos oceanos

Entretanto, cavalgando nos nevoeiros esfarrapados, entre as colinas acinzentadas e foscas, ia observando, nas áreas envolventes, as actividades daquelas gentes e recordava aquela velha Atlântida tão civilizada e desenvolvida que Poseídon o Deus dos oceanos, todo invejoso, resolveu levar para junto de si.